Wana Química

Presidente-executivo da Abiquim defende que a reforma da previdência deve garantir ao brasileiro uma aposentadoria digna hoje e no futuro

20/12/2017 - 10:12

Em evento no Palácio do Planalto, o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, reportou ao presidente Michel Temer, no dia 12 de dezembro, o resultado de suas conversas com diversos parlamentares enfatizando que os deputados manifestaram preocupação com as fraudes que estariam ocorrendo no sistema de previdência rural e com a manutenção de privilégios de aposentadoria integral de diversas categorias "na opinião dos deputados” disse Figueiredo, “não faz sentido fazer reforma sem acabar com esses privilégios".

Figueiredo manifestou ao Presidente o desagrado generalizado com a ênfase da propaganda oficial de que a reforma é essencial para reduzir o déficit público e atrair investidores.

Na avaliação de Figueiredo, parte do governo e muitos empresários pensam que os deputados não votam a reforma com medo de perder voto, mas a verdade é que os parlamentares estão preocupados em realizar uma reforma que não prejudique o cidadão brasileiro de baixa renda que não são causadores do déficit, e acabe com os enormes privilégios de algumas categorias, que são os verdadeiros causadores do déficit.

Figueiredo sugeriu ao Presidente Michel Temer que "humanize" a propaganda para enfatizar que a verdadeira preocupação é garantir o bem-estar hoje e no futuro do cidadão brasileiro e não agradar e acalmar investidores.

"Pessoas com medo de perder sua aposentadoria não estão preocupadas se o mercado foi mal ou em atrair e ganhar credibilidade dos investidores. A posição dos deputados reflete apenas a preocupação dos cidadãos brasileiros. Portanto, se mostrar à sociedade que a reforma é importante para a grande maioria dos cidadãos, não será difícil ao governo obter apoio no Congresso Nacional”, conclui Fernando Figueiredo.

Ao final da reunião, Figueiredo entregou ao Presidente um flyer sobre a Reforma da Previdência preparado pela Abiquim e foi cumprimentado por ministros presentes que concordam que é importante se comunicar com a sociedade e não com investidores.

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