Os temas e os palestrantes das três sessões plenárias do 10° Congresso Internacional de Tintas agradaram ao público presente, que saiu muito satisfeito, segundo a pesquisa feita no local. Outro fato que indicou a satisfação com o nível das sessões plenárias foi o grande número de solicitações de cópias das apresentações feitas, que levaram a Abrafati a disponibilizá-las no seu site.
A primeira sessão plenária foi conduzida por Edward Donnelly, presidente do IPPIC - International Paint and Printing Ink Council. Ele fez uma análise da situação atual da indústria de tintas no mundo e de suas perspectivas para os próximos anos.
Mostrando uma visão otimista, salientou que as vendas de tintas crescerão nos próximos anos, puxados por duas regiões principalmente: Ásia e Leste Europeu. Nos países latino-americanos, Donnelly enxerga um enorme potencial de crescimento das vendas, por terem ainda um consumo de tintas por domicílio muito baixo, em comparação com mercados maduros como Estados Unidos e Europa Ocidental. O principal desafio que se apresenta para o setor, segundo ele, é promover mais e melhor as tintas.
No dia seguinte, Luis Fernández, vice-presidente mundial e diretor da área de materiais para tintas e revestimentos da Rohm and Haas, abordou o tema do desenvolvimento sustentável, destacando que, cada vez mais, a parceria entre fornecedores de matérias-primas e as indústrias de tintas é fundamental. Entre os temas principais que devem ser objeto da preocupação do setor, Fernández listou a reciclagem de matérias-primas, a minimização do uso de insumos e energia, a redução de emissões atmosféricas e de efluentes, além da busca de matérias-primas mais “verdes” e mais seguras.
Segundo ele, hoje o consumidor espera produtos com performance melhor e que causem menor impacto. “Por isso, todos nós dividimos uma missão: manter o crescimento da indústria sem comprometer o futuro”, alertou.
Com patrocínio da Cabot, a terceira plenária, a cargo de Haroldo Mattos de Lemos - presidente do Instituto Brasil PNUMA, ligado à ONU, e professor de Engenharia Ambiental -, foi dedicada ao aquecimento global. Lemos explicou diversos aspectos menos conhecidos da questão, comentando as drásticas transformações vividas pela biosfera nos últimos 100 anos e os desafios que a humanidade terá de enfrentar em função delas, entre as quais o aquecimento global, a escassez de água, o esgotamento do petróleo e os poluentes orgânicos persistentes. Falou sobre as principais medidas que podem ser implementadas para reduzir o aquecimento e listou três grandes desafios para o desenvolvimento sustentável: garantir a disponibilidade de recursos naturais, não ultrapassa os limites da biosfera para assimilar resíduos e poluições reduzir a pobreza no mundo. |