A
conjuntura traçada pela empresa para atingir
a meta é de que a economia seguirá crescendo
a taxas de 4,5% a 5% ao ano, impulsionando os setores
de construção civil, mineração
e tecnologia, três grandes mercados que impactam
em seus negócios. A empresa de capital americano
fornece produtos químicos que são base
para a indústria.
Para
fazer com que o faturamento passe de US$ 100 milhões
para US$ 200 milhões
ao ano, Luis Fernandez, vice-presidente da companhia,
explica que a Rohm and Haas está atenta a
ativos no país. "Além do crescimento
orgânico, estamos avaliando aquisições
em duas áreas, tintas e eletrônica".
O
valor dos investimentos pode variar de US$ 5 milhões
a US$ 15 milhões até 2011, mas não
necessariamente serão empregados em aquisições.
A empresa cogita parcerias dentro do país
e também o fornecimento a partir de fábricas
próprias na Argentina e Colômbia para
suprir o mercado local, já que a fábrica
brasileira, localizada em Jacareí (SP), funciona
no limite de sua capacidade há seis anos.
A
Rohm and Haas produz na unidade, entre outros, matéria-prima
como emulsão para os
fabricantes de tintas e revestimentos. Segundo Fernandez,
esse é o carro-chefe da companhia, representando
US$ 2,2 bilhões em vendas no mundo, o que
significa mais de um quarto do faturamento global
apurado em 2006. O executivo acredita que o setor
de construção civil brasileiro deve
repetir o desempenho do México nos últimos
anos, aumentando a demanda pelos materiais da Rohm
and Haas. "Para nós, o importante é o
crescimento da renda per capta", ressalta.
A
empresa produz também matéria-prima
para PVC, materiais para plásticos e microchips,
além de atuar como fornecedora para a indústria
de cosméticos e de combustíveis. No
caso dos combustíveis, a aposta esta voltada
ao biodiesel. José Magalhães, presidente
da companhia no Brasil, diz que a Rohm and Haas já atende
a Petrobras em alguns segmentos. Entre outros produtos,
está o fornecimento de resinas para desmineralização
de água e marcadores para gasolina. "Quando
fazem investimentos (indústria de combustíveis)
em inovação, trazendo produtos para
separação e purificação,
certamente nos interessa", afirma Magalhães
ao falar sobre o setor de biodiesel.
Em
abril deste ano, a Rohm and Haas adquiriu a divisão de
LCD da Kodak. O negócio é voltado ao
continente asiático, que é base dos
produtos para o mercado de eletroeletrônico
da companhia. No Brasil, de acordo com Fernandez,
a empresa aguarda investimentos dos fabricantes para
fortalecer sua presença nesta área. "Como
fornecemos matéria-prima, é importante
que nossos clientes invistam", declara. O outro
segmento que a empresa acompanha com atenção
no país é o de mineração,
pois fornece poliacrilatos para a separação
dos minérios. "É um mercado importante.
Toda a indústria química fornece para
as mineradoras", afirma Magalhães. (Fonte:
Valor Econômico) |