Os
excedentes gerados pelas indústrias, especificamente
as matérias-primas ou equipamentos que foram adquiridos,
mas não estão sendo utilizados, geram normalmente
dois tipos de problemas: um de administração
desse estoque - que por conseqüência passa
a ser um capital parado - e outro que corresponde à validade
do material, que depois de vencer pode provocar um problema
de ordem ambiental para a empresa. Pensando nisso o Sindicato
da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de
São Paulo (Sitivesp) criou a Bolsa de Matérias-primas
e Equipamentos - um serviço que oferece aos associados
a oportunidade de anunciar os seus excedentes, assim
como adquirir materiais de outra empresa.
A
Bolsa de Matérias-primas e Equipamentos é administrada
pelo Departamento de Matérias-primas do Sitivesp,
que oferece ainda outros serviços
aos associados como: Informações relacionadas
a legislação,
preços, abastecimento e alternativas de abastecimento,
além de
promover eventos, como o Prêmio Fornecedor do
Ano e o programa de visitas aos fornecedores. Segundo
o assessor de diretoria do Sitivesp, Airton Aparecido
Sicolin, os principais objetivos da Bolsa de Matérias-primas
e Equipamentos é propiciar
um canal de negócios entre os associados. “A
proposta é que
o associado tenha a oportunidade de ofertar seu estoque
que não tem perspectivas
de utilização, mas que pode suprir a
necessidade de outra empresa”,
explica.
Ricardo
de Andrade, Supervisor de Compras da Tintas Paumar
(SP), considera o serviço oferecido
pelo sindicato apropriado e destaca que a negociação
pode possibilitar a empresa investir em outras matérias-primas. “O
problema de ter estoque de excedente é que isso
significa dinheiro parado. Não temos o que fazer
com esse material e quando vence o prazo de validade,
temos que mandar para incineração. Além
disso, enquanto temos aqui e não utilizamos,
pode ter outra empresa que esteja precisando muito
do material. Por isso a iniciativa da Bolsa de Matérias-primas é boa”,
ressalta.
Todo
mês o Sitivesp envia um formulário
de coleta das ofertas a um mailing dos seus 69 associados,
dirigido aos responsáveis pela administração
de matérias-primas e equipamentos. As empresas
preenchem com dados das ofertas disponíveis
com as seguintes informações: nome do
produto/equipamento, características, quantidade,
condições
de comercialização e embalagem, e demais
informações
para o contato: responsável, telefone, e-mail,
entre outros.
“Recebemos
o e-mail do Sitivesp e encaminhamos uma lista de
material inativo que temos na fábrica. São
matérias-primas que não
vamos utilizar mais, por exemplo, devido aos produtos
que já saíram
de linha”, conta Andrade. O segundo passo consiste
no envio, pelo Sitivesp, do formulário preenchido
ao mesmo mailing. Em seguida são
realizados os contatos entre quem oferece e quem procura.
As
negociações são feitas diretamente
entre as empresas associadas, sem intervenção
do Sitivesp e sem cobrança pelo
serviço. “A vantagem para quem adquire
os materiais é o preço,
sempre mais atrativo”, declara o assessor da
diretoria, lembrando que o Sitivesp realiza também
um follow-up dos resultados junto aos associados.
Sicolin
enfatiza outro ponto importante do serviço:
o mesmo formulário é enviando
ao mailing dos responsáveis pelo meio ambiente
das empresas associadas, que abrangem o setor de tintas
industriais, imobiliárias, artesanais e
de repintura automotiva. “Uma matéria-prima
em estoque, mal administrada, pode ter seu prazo de
vencimento atingido, perder seu valor comercial e se
transformar em um problema ambiental para a empresa,
pois normalmente é descartada
na natureza como resíduo”, explica. |