Segundo
as empresas do setor a baixa ocorreu em função
do arrefecimento da demanda. Embora o resultado de
abril seja considerado fraco, os índices de
vendas em dólares do mesmo mês, nos últimos
seis anos, registram crescimento (veja gráfico
1, abaixo, que contém índices de base
100, no ano de 1989, quando se iniciou a captação
de dados entre as empresas do setor). Para
maio a expectativa do setor é de aumento nas
vendas em dólares da ordem de 6,5% em relação
a abril, consolidando o comportamento observado no
mesmo mês, nos últimos dois anos.
“Apesar
do clima de crescimento e das expectativas positivas,
não observamos, por enquanto, um aumento da
procura de matérias primas e insumos químicos.
Em se tratando de elementos básicos para a
produção industrial, deveriam apresentar
melhor desempenho”, analisa Rubens Medrano,
presidente da Associação Brasileira
dos Distribuidores de Produtos Químicos e
Petroquímicos - Associquim. Para Medrano, “os
planos de crescimento apoiados pelo PAC Programa
de Aceleração do Crescimento ainda
não fizeram sentir seus efeitos positivos”.
Em
relação à demanda de produtos
e insumos químicos direcionados às
empresa do mercado interno, as condições
favoráveis de crédito, o aumento do
consumo interno e as vendas concentradas em alguns
setores específicos resultaram em elevação
na procura, principalmente na indústria automobilística,
em algumas linhas de eletrodomésticos, na
atividade metalúrgica e na construção
civil, esta última com forte influência
do setor de tintas.
Os
preços médios dos itens comercializados
continuaram estáveis no mês analisado,
com pequena variação positiva de 0,15%,
acompanhando a tendência geral dos preços
internos, captada pelos diversos indicadores de inflação.
Os prazos de compras e vendas continuam flexíveis,
enquanto os custos financeiros são mantidos
na média anterior, próxima de 2,3%,
nas vendas efetuadas a prazo. Os estoques foram mantidos
em patamar considerado baixo, equivalendo a 40 dias
de vendas, pouco inferior ao nível de março.

Observa-se
que após decréscimo em 2003, as vendas
dos meses de abril registraram elevação
até 2005, sendo seguidas por um pequeno decréscimo
de 0,36% em 2006 e elevação de 16,8%
na comparação do mês do ano em
curso com igual mês do ano passado.
Com
o resultado obtido no mês de abril as vendas
acumuladas até o mês apresentam estabilidade
em relação a igual período de
2006. O gráfico apresentado a seguir aponta
os índices das vendas acumuladas em dólares,
até os respectivos meses indicados, na comparação
com idênticos períodos de anos anteriores,
a partir de 2002.
Nota-se
pelos números do gráfico que em relação
a 2006, o acumulado de vendas até abril,
praticamente se igualou, fato que demonstra que até o
mês em análise as vendas ainda não
registraram o aumento esperado pelas empresas do
setor, que estimaram crescimento próximo de
10% para 2007. o Exatamente por esse motivo, mesmo
que alardeados os aspectos positivos da economia,
estas empresas não modificaram ainda as previsões
iniciais, aguardando uma melhoria para os meses restantes
deste ano.
Para
que se tenha uma melhor noção do comportamento
das vendas acumuladas, observe o gráfico abaixo,
que contém variações percentuais
das vendas em dólares até os meses
decorridos deste ano, comparativamente a iguais períodos
de 2006.
O
início do ano, conforme observado graficamente
não alcançou resultados positivos na
medida em que as vendas de novos meses foram adicionadas
ao acumulado do ano. O primeiro trimestre de 2007
registrou variações negativas em relação
a igual período do ano passado. Percebe-se
que apesar da redução da desvantagem
de 2006, as vendas até o mês de abril
foram iguais ao acumulado do ano passado, uma vez
que a variação positiva foi desprezível
e igual a 0,02%, situação que não
pode ser considerada muito confortável para
as empresas do setor. |