O
Grupo Produquímica anunciou a aquisição
da marca e tecnologia dos produtos Adesol, numa operação
que totalizou R$ 6 milhões. Com a aquisição,
a Produquímica passa a fabricar químicos
elaborados que permitirão ampliar sua atuação
em mercados de alto valor agregado. Entre eles, os
segmentos de petróleo e petroquímica,
papel e celulose, tintas e vernizes, tratamento de águas,
metalurgia, mineração e, principalmente, álcool
e açúcar, que deve representar mais da
metade dos negócios da nova linha.
De
acordo com Marco Morais, gerente da linha Adesol
do Grupo Produqímica, o negócio incluiu
a transferência da marca, da tecnologia de produção,
a unidade de negócios, todo o portifólio
de produtos e o maquinário industrial da antiga
proprietária, a Adesol Produtos Químicos
Ltda. Segundo ele, os negócios envolvendo os
químicos Adesol devem incorporar ao faturamento
da Produquímica R$ 80 milhões nos próximos
três anos. “Com a aquisição,
a Produquímica amplia seu leque de atuação,
amparada por uma marca forte e muito conhecida dos
profissionais do setor”, afirma.
Fundada
em 1972 como uma pequena revenda de produtos químicos, a Adesol foi líder de mercado
em quase todos os segmentos químicos em que
atuava por três décadas. Em 1976, quando
o governo proibiu a importação de produtos
químicos, a empresa iniciou produção
própria a partir de uma pequena unidade fabril,
em Ribeirão Pires (SP). “Uma das características
marcantes da Adesol era a inovação. Boa
parte de seus produtos foram desenvolvidos de forma
personalizada, a partir das necessidades dos seus clientes”,
afirma Morais, cujo pai foi fundador da empresa.
Seguindo
esta filosofia de trabalho, a Adesol iniciou sua
atuação no setor sucroalcooleiro
em 1978, oferecendo antiespumantes, dispersantes, multifuncionais,
antibióticos, biocidas, clarificantes e outros
produtos para produção de álcool
e açúcar. Sua participação
no setor cresceu consideravelmente a partir de 1979,
quando iniciou uma parceria com a norte-americana Dow
Química, para explorar o segmento de químicos
para fermentação. Daí pra frente,
consolidou sua liderança em diversos segmentos
químicos, chegando a faturar mais de US$ 45
milhões em 1999. Neste ano, a Adesol foi adquirida
pelo grupo francês Suez Lyonnaise des Eaux, incomodado
com o desempenho da empresa brasileira diante de seu
braço na indústria química, a
norte-americana Nalco. O novo controlador submeteu
a Adesol a um contrato de não-concorrência
com a Nalco, retirando-a, desta forma do mercado brasileiro.
“Em 2007, com o fim do contrato de não-concorrência,
a Adesol volta com força total, amparada pela
estrutura do Grupo Produquímica, com a conhecida
tecnologia de seus produtos e os mesmos profissionais
das áreas técnica e comercial. E ainda,
com uma infinita vantagem competitiva, já que
a Produquímica fabrica boa parte dos insumos
utilizados na fabricação dos químicos
da linha”, afirma Marco Morais.
De
acordo com o executivo, a produção
dos químicos Adesol será realizada na
unidade industrial de Suzano (SP). O empreendimento
vai gerar 30 empregos no setor de produção
e outros 30 no departamento comercial. Além
disso, a Produquímica pretende reabrir os antigos
pontos de vendas da Adesol, inclusive nos mesmos endereços,
afirma Morais. Os primeiros serão as unidades
de Araçatuba e Sertãozinho no interior
de São Paulo. Há planos também
para abrir centrais de distribuição em
Maringá (PR), Campos (RJ) e em Maceió (AL). |