Em
sua quarta edição, a Labace - Exposição
e Conferência de Aviação Executiva
na América Latina aposta em novo formato para
movimentar um segmento que, segundo estimativas, responde
por 1,5% do PIB. O volume de negócios previsto
para o evento é de US$ 200 milhões.
Nova
data e novo formato, essas são duas das
grandes novidades da edição
2007 da Labace - Exposição e Conferência
de Aviação
Executiva na América Latina, que acontece de
9 a 11 de agosto em São
Paulo. Principal evento do continente voltado a esse
segmento da aviação,
a Labace dessa vez será realizada no hangar
da Vasp no Aeroporto de Congonhas, reunindo tanto a
exposição no pavilhão, que inclui
acessórios,
componentes e serviços para a aviação
executiva, quanto à mostra
estática de aeronaves.
Organizada
pela Associação
Brasileira de Aviação
Geral (Abag) em parceria com a NBAA – National
Business Aviation Association, a Labace reúne
os últimos modelos em aviões, helicópteros
e equipamentos. Além de representantes da indústria
na América
Latina, o evento recebe delegações de
vários países,
entidades governamentais e consumidores.
Com
expectativa de receber 5 mil visitantes neste ano,
a Labace, em suas edições
anteriores, sinalizou a crescente necessidade e interesse
pela aviação
executiva como uma ferramenta para facilitar os negócios
na América
Latina. A última edição, realizada
em 2005, teve uma quebra de recorde ao reunir 4.971
participantes, 87 expositores e 21 aeronaves na exposição
estática.
Para
este ano, já são
50 expositores confirmados, mas a expectativa é de
que esse número chegue a 80. A área total
de exposição
estática irá ocupar 10 mil m2. A Labace
2007 deve bater seu recorde: a feira terá mais
de 30 aeronaves em exposição para os
possíveis
compradores.
O
novo formato, por sua vez, além
de atender a uma solicitação
dos expositores para facilitar a locomoção,
também trará benefícios
ao público visitante do evento, conforme observa
o presidente da Abag, Rui Thomaz de Aquino: “Ao
reunir os dois espaços de exposição
numa só área, esperamos tornar a experiência
mais positiva tanto para os expositores quanto para
os visitantes”.
O
Brasil tem em sua frota 1.500 aeronaves executivas,
sendo 350 jatos, 650 helicópteros
e 500 turboélices. Nos
próximos três
anos, a estimativa é que sejam comercializadas
150 aeronaves a cada ano, com crescimento em torno
de 6% ao ano.
Para
um País como o Brasil, de grande extensão
e 5.563 municípios, sendo apenas 96 deles servidos
por linhas aéreas regulares, a aviação
executiva adquire importância vital. Afinal, há 2.498
aeródromos no Brasil. |