O
investimento industrial que puxou a alta do PIB este
ano amplia as vendas de tintas de alto valor agregado,
usadas para proteger o metal de corrosão.
As tintas para manutenção industrial
cresceram em vendas, no primeiro semestre, acima
de 10%, enquanto as tintas imobiliárias registraram
alta pouco superior a 5%, segundo os dados da Associação
Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati).
Essa
movimentação está fazendo
a Tintas Coral (do grupo norte-americano ICI) investir
para ampliar em 30% sua produção nessa área,
em São Paulo. O objetivo é passar de
5% de participação no mercado para
pelo menos o dobro disso.
A
líder no Brasil
neste segmento, a Sherwin-Williams, também
adota estratégia mais agressiva estreitando
laços com seus clientes, principalmente as
usinas de açúcar e álcool. As
tintas para manutenção industrial têm
vasta aplicação, que incluem peças,
tanques ou fornos, passando por geradoras de energia
e plataformas de petróleo. "A demanda
vem principalmente das usinas de álcool, mas
há também as petroquímicas,
siderúrgicas, fabricantes de celulose e papel
e petroquímicas", disse o gerente da área
de tintas de manutenção da Coral, Gustavo
Serthi.
Na
Coral as tinta imobiliárias representam
5% do faturamento, que em 2006 chegou a R$ 640 milhões.
Os 95% restantes são tintas decorativas. A
empresa investirá este ano R$ 4,350 milhões
nas linhas de Mauá (SP) e Recife. "Estamos
investindo para ampliar nossa produção
destas tintas porque o crescimento do PIB trouxe
demanda no País e no exterior por produtos
pintados aqui. Além disso, há novos
mercados surgindo para nossa exportações",
disse o executivo. A Coral exporta hoje 8% de suas
tintas de manutenção para América
Latina, África e Líbano.
Neste
primeiro semestre, as tintas de manutenção
industrial da Coral já venderam 12,5% mais
até agosto,
enquanto que o setor espera crescer 6,8% no País.
A Coral está usando o expertise de sua proprietária,
a holding britânica ICI, que é especialista
mundial em tintas de manutenção industrial. "Já trouxemos
cinco produtos da ICI para atender o mercado brasileiro",
disse.
A
Sherwin-Williams, dona da marca Sumaré e
líder desta área no Brasil, estreita
relacionamento com os clientes. "Estivemos trabalhando
fortemente no relacionamento com a agroindústria.
O resultado é que conseguimos alta nas venda
acima de 10% no primeiro semestre", disse o
vice-presidente da Sherwin-Williams no Brasil, Mak
Pitt. As tintas de manutenção industrial
representam 25% do faturamento da empresa, de R$
1,04 bilhão em 2006. Para o presidente executivo
da Abrafati, Dilson Ferreira, a demanda industrial
por tintas seguirá crescendo não apenas
este ano, mas nos próximos três anos
de forma agressiva. "Além de termelétricas,
refinarias de petróleo e usinas de álcool,
há o forte investimento em produção
de gás natural, que também consome
tintas de manutenção industrial",
disse.
Segundo
Ferreira, as tintas imobiliárias
também deverão experimentar crescimento
maior com o Programa de Aceleração
de Crescimento (PAC) . "A tinta decorativa virá por último,
mas virá e as vendas subirão mais ainda",
afirmou. (Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
- Pág C5 - 17.09.07) |