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Brasil, 22 de Novembro de 2008 Busca por notícias:
Tintas para madeira
 
O futuro às tintas pertence
 
Após sofrer com a variação cambial ao longo de 2006, a expectativa é que o mercado de tintas e revestimentos para madeiras retome suas energias tanto no mercado interno quanto no externo.
 
Fábio Sabbag
 

Escancaradas as portas da importação no mercado brasileiro, as indústrias consumidoras de tintas tiveram que se adaptar para concorrer com os importados. Do mesmo modo, fabricantes de tintas e revestimentos para madeira precisam acompanhar as tendências do mercado, por isso, atualização e investimentos são constantes. “A abertura das importações facilitou para as indústrias produtoras de tintas o acesso a insumos de novos mercados e atualização tecnológica de seus produtos, acompanhando as principais tendências mundiais”, fala Valdir Araújo Filho, gerente de negócios da Akzo Nobel.

A Região Sul, considerada soberana no consumo de tintas para madeira, dá as cartas no mercado moveleiro. Como toda soberania, no entanto, desperta cobiça. Por isso, hoje, há outras regiões que começam a se fortalecer no cenário madeireiro. “O perfil da Região Sul tem se mantido, mas atualmente outros pólos começaram a se desenvolver, como por exemplo o Nordeste, com destaque para Bahia, Pernambuco e Ceará”, observa o gerente de negócios.

Até pouco tempo, o Brasil era considerado, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimovel), o 10º maior produtor de móveis do mundo. No quesito exportação a posição cai para 24º. Levando em consideração o dado da produção, o filão de mercado explorado pela indústria tinteira é extremamente saboroso. “Segundo a Abimovel, as exportações até outubro de 2006 mostraram uma queda de 9% se comparadas com o mesmo período de 2005. A desvalorização do dólar tem sido apontada como a principal causa desse recuo. Para 2007, muitas empresas voltarão a exportar, pois se adaptaram aos níveis atuais do câmbio”, prevê Araújo Filho, acrescentando que o atual patamar do dólar dificulta ações de exportação, principalmente no mercado de revestimento para madeira, onde existe uma concorrência local, isto é, produtores de tintas tradicionais nos países em que seria viável a exportação.

Necessidades antônimas
Dependendo da região, as exigências e especificações de uma tinta ou revestimento podem variar consideravelmente. No Sul, por exemplo, o clima diferencia-se totalmente daquele que é constante no Norte. O desenvolvimento de novos produtos, adequados à necessidade local, é mais complicado quando o objetivo é alcançar a exportação. “Existem diferenças quanto à qualidade e resistência. Normalmente para o mercado externo as exigências são maiores e podem variar de acordo com o segmento. Por exemplo, algum mercado tem exigência de solidez de cor, resistência à intempérie; outros são mais exigentes quanto à resistência superficial”, conta Fábio Fortes, gerente de vendas da Akzo Nobel.

Mesmo sabendo das diferentes necessidades, a demanda interna, muitas vezes, obriga a abertura de novas fronteiras. “O mercado interno mostra variações constantes relacionadas com o crescimento econômico refletindo no poder de compra dos consumidores. Muitas empresas buscaram como alternativa o mercado externo para fugir dessa oscilação. No entanto, nos últimos anos, com a desvalorização do dólar, estão tendo que se adequar a essa nova realidade de câmbio para se manterem competitivas”, argumenta Fortes.

Tecnologia
Junto à necessidade vem a capacidade de aprimoramento tecnológico. Mesmo que a tecnologia base solvente continue dando as cartas no mercado brasileiro, o lado responsável começa a ganhar corpo. “Nos últimos anos o crescimento maior tem sido das tecnologias ecologicamente corretas, como por exemplo, ultravioleta e base água. Os produtos ecologicamente corretos vão assumindo posição de destaque tanto no mercado interno como no externo. É muito mais fácil mudar a cultura dos clientes quando existe uma vantagem em custo, pois muitas vezes a tecnologia ultravioleta proporciona essa redução. Outro ponto importante, para que as tecnologias corretas sejam rapidamente adotadas, é quando a exigência parte do cliente internacional”, observa Filho.

Atenta ao crescente volume de produtos verdes, a Akzo Nobel lança uma linha de poliuretanos base água para revestimentos de móveis, portas e janelas para exteriores, com alta resistência a intempéries. “Outro produto importante é o verniz ultravioleta anti-risco, com aplicações no mercado moveleiro e de pisos pré-pintados”, diz Fortes.

O futuro à tinta pertence no mercado moveleiro. Após passar por alguns percalços, durante o ano passado, a expectativa é de um ano promissor. “O mercado de madeira deverá mostrar recuperação nos próximos anos, tanto o mercado interno quanto o externo. No mercado interno, devido às ações do governo visando aumentar o poder de compra da população e incremento na construção civil, a demanda de móveis aumentará. No mercado externo, com a adequação das empresas ao nível atual do câmbio, a exportação voltará a crescer”, adianta o gerente de negócios.

 
 
Data da Publicação: 09/03/2007
 
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