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Brasil, 22 de Novembro de 2008 Busca por notícias:
Edição 92 - Sistemas base água
 
Oficina Omedi implanta sistema AWX
 

Com o sistema base água AWX da Sherwin-Williams Divisão Automotiva, a empresa passa agora a se diferenciar em preservação do meio ambiente e sustentabilidade.

 
Marcos Mila
 

A Oficina Omedi, de Santos, litoral paulista, é a primeira da região Sul/Sudeste a fechar parceria com a Sherwin-Williams Divisão Automotiva para a implantação do sistema de repintura base água AWX, tecnologia de última geração trazida dos Estados Unidos e que já é homologada nas principais montadoras de automóveis. Composta de 70 itens, a linha é um sistema mixing com 14.557 cores, sendo dissolvida em 10% de água deionizada (desmineralizada). A empresa realizou um evento para apresentar a novidade para seus clientes, em Santos (SP), no dia 5 de março.

Wilson Rodrigues Trindade Filho, proprietário da Omedi, explica que resolveu aderir a esse sistema porque vê uma grande movimentação com propostas para o meio ambiente e sustentabilidade. “Percebemos que os solventes são um dos maiores poluidores e começamos a buscar soluções para isso. Já trabalhamos com a Sherwin-Williams há algum tempo, soubemos dessa possibilidade de trabalharmos com pintura base água e resolvemos implantar isso em nossa empresa. Escolhemos a Sherwin-Williams porque é uma empresa líder de mercado e nos dá segurança para podermos trabalhar em termos de qualidade e de suporte técnico.”

A Omedi tem 60 anos de mercado e conta com 52 funcionários, girando em torno de 500 carros/mês entre funilaria, pintura e mecânica. Está estruturada em um prédio próprio com 4 mil m². Foi uma das primeiras oficinas certificadas pelo CesviI Brasil, tem certificação IQA (Instituto de Qualidade Automotiva) e está em processo de certificação ISO 9004 (prestação de serviços). Além disso, passa agora a oferecer cinco anos de garantia na pintura com o sistema AWX.

“A idéia de sustentabilidade já nos acompanha há muito tempo. Nós fazemos plantio de árvores, recolhimento do lixo para reciclagem, recolhimento do óleo lubrificante, de água da chuva (utilizada na lavagem dos veículos) e trabalhamos só com aditivos biodegradáveis. São várias ações que viemos implantando ao longo dos anos”, afirma Wilson Filho.

Parceria
A gerente de marketing da Sherwin-Williams Divisão Automotiva, Cássia Aparecida Galvão, observa que a parceria para a instalação da primeira máquina do sistema AWX base água na região faz parte de um processo que vem sendo realizado desde o ano passado, quando a empresa iniciou uma série de palestras para levar aos clientes o conhecimento desse sistema e seus benefícios, visando conscientizar as pessoas do porquê de um sistema base água no Brasil.

Algumas palestras foram ministradas em São Paulo, Paraná, Pernambuco, Goiás, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas e outras estão sendo programadas para o Nordeste.

Segundo Cássia Galvão, a iniciativa tem dado resultado porque as pessoas estão muito curiosas a respeito disso, de saber dos benefícios tanto para o dono do carro quanto para o dono da oficina. “Nós já colocamos uma máquina em Recife, em dezembro, e esta é a segunda. Já temos algumas oficinas programadas em São Paulo, no Sul e no Centro-Norte.”

A visão inicial, de acordo com a gerente Sherwin-Williams, é de que as concessionárias seriam as primeiras a aderir a esse sistema, algumas delas até por orientação estratégica da matriz das montadoras. “Mas o que temos observado desde que começamos as palestras é que o interesse foi além dessa necessidade estratégica das montadoras. As oficinas independentes, como é o caso da Omedi, estão se interessando pelo processo. Elas estão vendo os benefícios do sistema e estão usando isso como uma atividade mercadológica, uma promoção para o seu negócio, que passa a ter um processo diferenciado e que não agride o meio ambiente. O que estamos notando é que a adesão está acima do esperado.”

Algumas seguradoras estão trabalhando também nesse segmento e as oficinas que têm alguma ligação com elas começam a se beneficiar por trabalharem com tal sistema. A Unibanco AIG Seguros é uma das empresas que já apóiam essa iniciativa. “Esse é um trabalho que nós estamos fazendo há muito tempo, voltado para a sustentabilidade das empresas, não só quanto ao meio ambiente e à formação de pessoas, mas quanto a estar no futuro. É uma satisfação ter a Omedi iniciando esse processo com os clientes e colaborando com o meio ambiente”, argumenta Ginez Carrasco, gerente de Sinistros da Unibanco AIG Seguros - Filial São Paulo.

Facilidade de aplicação
Cássia Galvão explica que o sistema AWX é muito parecido com o sistema alto sólidos que a empresa tem implantado no Brasil. “Em termos de aplicação, ele também é muito similar e, para a oficina, o investimento é baixo. Dessa forma, a migração de um sistema alto sólidos para base água é muito tranqüila, apenas um treinamento rápido, pois a aplicação é absolutamente igual. Os aplicadores que já fizeram treinamento conosco, testando o produto, mesmo que a oficina ainda não tenha adotado o sistema, ficaram bastante impressionados com essa facilidade.”

O diretor técnico de desenvolvimento da Sherwin-Williams, Marcos Azevedo, é o responsável pelas palestras que a empresa está realizando por todo o País. Nelas ele demonstra as diferentes performances dos produtos convencionais comparados com os produtos ecológicos, no caso as tintas com alto teor de sólidos e base água. “Além das características de proteção ao homem e ao meio ambiente, os produtos ecológicos têm uma excelente performance.”

Azevedo explica que os 50 milhões de litros de tintas automotivas utilizados no País, por causa de sua diluição, geram aproximadamente 39 milhões de litros de solventes que são devolvidos à atmosfera em forma de evaporação. No caso das tintas com alto teor de sólidos essa evaporação cairia para 24 milhões e, nas tintas base água, para 12 milhões (o que representa uma queda em torno de 70%). “Apesar de ainda não termos uma legislação específica no Brasil, num futuro próximo isso será inevitável e é preciso nos prepararmos para essa realidade”, justifica o gerente.

 
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