Com
um total de 184 mil visitantes, entre lojistas,
construtores, engenheiros, arquitetos, decoradores,
atacadistas/distribuidores, síndicos,
universitários e profissionais da construção
civil, a Construir 2007 – Feira Internacional
da Construção terminou sábado
(24/11) superando todas as expectativas. Os
organizadores estimaram hoje que os 300 expositores
de todo o país, entre grandes atacadistas
e fabricantes de material e máquinas
e equipamentos para a construção
civil, vão faturar um mínimo
de R$ 550 milhões nos próximos
12 meses. Um aumento de mais de 14% sobre 2006.
Segundo
Jerônimo Vargas, diretor da Escala
Eventos, a principal organizadora da feira,
ao lado de Elmo Esteves, da King Ouro, “a
edição 2007 foi histórica”,
com renovação imediata de 70%
dos espaços para 2008. Ele acredita
que nos próximos 15 dias a Construir
2008 conquistará 90% de renovação.
A edição 2007, teve 73% de renovação,
incluindo os contratos pós-evento. O
ritmo acelerado da construção
civil garantiu o fechamento de R$ 60 milhões
em negócios na própria feira.
Como os negócios fechados no próprio
evento correspondem a 10% do faturamento projetado
para os 12 meses seguintes, ele acredita que
os números poderão ser “ainda
mais expressivos”.
A
Volkswagen Caminhões
e a Mercedes-Benz venderam, respectivamente
cinco e seis caminhões na feira, com
faturamento próximo a R$ 2 milhões.
E saíram com mais 21 e 20 vendas encaminhadas.
Marco Coelho, da Coelho Atacado, de São
João de Meriti (RJ), prevê incremento
de 20% nas vendas. Além da exposição
de produtos de 14 fabricantes, ele atraiu 1.500
lojistas de material de construção
de todo o país com a realização
de sorteios, incluindo um Fiat Uno Mille. Cláudio
Martins, Superintendente Regional da Caixa
Econômica Federal, que espalhou 37 gerentes
nos dois pavilhões do Riocentro para
oferecer crédito ao setor de materiais
de construção, avaliou os resultados
como “excelentes, com tendência
a melhorar ainda mais em 2008”.
Salão
da Construção Pesada
O setor
da construção (civil e pesada)
vive o melhor momento dos últimos 30
anos, com o boom dos financiamentos imobiliários
e as obras de infra-estrutura e de investimento
do PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento), que foram estimadas pelo BNDES
em R$ 232 bilhões para o triênio
2008-2011. Com seu enorme efeito multiplicador,
a construção civil tem forte
impacto direto e indireto no emprego e na produção
de toda a cadeia produtiva de insumos para
o setor espalhada por todos os estados do Brasil.
Isto
inclui as indústrias de cimento,
cerâmica, tijolos, areia, brita, granito
e mármore, petroquímica, setor
de plásticos, tintas e vernizes, metalurgia
(vergalhões e peças de aço,
alumínio e fios para o setor elétrico,
fechaduras), vidros, indústria de motores
e material elétrico, aquecedores (solar,
elétrico e a gás) e refrigeração,
geradores e máquinas pesadas para transporte
e grandes obras públicas, incluindo
saneamento, casas populares, portos, estradas,
ferrovias e metrôs.
Para
atender às
duas vertentes de forte demanda – empregos
qualificados e novos produtos e equipamentos,
Jerônimo Vargas anunciou duas grandes
novidades para a 13ª Construir, em 2008:
a montagem de um Salão da Construção
Pesada na área externa do Riocentro,
e a criação de Centro de Treinamento
e Capacitação Profissional, uma
iniciativa que já fez grande sucesso
na 12ª edição, atraindo
1.800 profissionais para assistirem a palestras
sobre inovações e aulas práticas
para aplicação de novos produtos.
O
Salão da Construção
Pesada já tem mais da metade dos 20
espaços reservados e incluirá um
estande do Governo do Estado do Rio de Janeiro,
para a apresentação da carteira
de R$ 3,5 bilhões em obras do PAC. Haverá demonstrações
diárias de como operam uma nova betoneira
de concreto; máquinas de extração
e de corte para mármores e granitos,
e ainda, tratores, caminhões e máquinas
de pavimentação asfáltica,
como as fabricadas pela Ticel (RS) e apresentadas
por Marco Grangé, da Rentamax (RJ).
Rodadas
de treinamento gratuito
Mais de 1.800 pessoas
participaram das rodadas de reciclagem e treinamento
gratuito oferecidas por fabricantes de materiais
de construção durante
a Construir 2007. Diante do sucesso da iniciativa
e da carência de mão-de-obra qualificada
para o setor da construção, a
Escala Eventos decidiu criar um Centro de Capacitação
Profissional de 5 mil metros quadrados na próxima
edição da Construir 2008.
Organizado
em parceria com os principais fabricantes de
materiais de construção do país,
o centro terá salas de conferência
e auditório. Cada empresa poderá apresentar,
com auxílio de telões e demonstrações
práticas, todas as inovações
em matérias-primas e tecnologias de
seus novos produtos. A intenção é qualificar
mais profissionais em condições
de atender à enorme oferta de emprego
da construção, que deve se acelerar
em 2008, com as obras do PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento). Segundo levantamento do IPEA
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada),
do Ministério do Planejamento, há cerca
de 123 mil vagas que não conseguem ser
preenchidas no setor da construção
por falta de profissionais devidamente habilitados
para as novas demandas, seja no mercado de
serviços, na indústria ou na
construção civil.
Os
segmentos mais interessados na promoção
deste treinamento são os de material
elétrico e hidráulica, que representam,
cerca de 30% do custo da construção,
e o de acabamento em revestimento. Muitas vezes,
após a utilização de novos
materiais, surgem problemas que acabam ser
atribuídos ao fabricante do produto,
quando, na verdade, a falha acontece por desconhecimento
do profissional que executa os serviços.
Semana
passada, arquitetos, engenheiros, donos de construtoras
de pequeno porte, universitários
e até donas-de-casa dividiram espaço
com pintores, bombeiros, eletricistas, instaladores
nas escolas-volantes da Tigre, Henkel e Sika
e nas salas de aula da Sherwin-Williams, Amanco
e Perlex montadas no espaço Coelho Atacado
e Parceiros. Todos necessitados de obter melhor
capacitação e de acompanhar as últimas
inovações. Os cursos mais procurados
foram o de instalações hidráulicas
(Tigre e Amanco) e aplicação
de adesivos profissionais e selantes, com dicas
e consultoria de técnicos da Henkel.
Somente no Tigrão, a escola-volante
da Tigre, recebeu 800 pessoas. Durante todo
ano, a empresa, que lança um produto
a cada 15 dias, oferece cursos de qualificação
para cerca de seis mil alunos. Segundo o engenheiro
Eduardo Inácio, “a Tigre tem 12
instrutores técnicos contratados para
este fim”. |