A
Vedacit/Otto Baumgart, fabricante de produtos
químicos para a construção
civil, é uma das empresas participantes
do projeto de restauro, adaptação
e ampliação do Museu Dimitri
Sensaud de Lavaud, de Osasco, que vem sendo
executada durante o Curso de Capacitação
Profissional de Jovens em Restauro de Patrimônio
Cultural.
Iniciativa
da Prefeitura de Osasco, o projeto é conduzido
pela Porto de Cultura, empresa especializada
em projetos culturais. “Apoiamos o projeto
tanto com palestras aos alunos sobre a execução
de revestimento em argamassa para restauro
de obras históricas como com produto,
uma vez que temos uma argamassa especificamente
desenvolvida para esse tipo de trabalho. O
objetivo é o de unir uma ação
de cunho social, como a capacitação
desses jovens, com a recuperação
de obras ligadas ao patrimônio histórico
das cidades”, explica o engenheiro Flávio
Martins, do Departamento Técnico da
Vedacit/Otto Baumgart.
Os
jovens a que se refere Martins são os
60 alunos, entre 17 e 24 anos, todos residentes
em Osasco, que estão
sendo formados como especialistas em restauro
de patrimônio cultural, à medida
que executam as diferentes fases do trabalho.
Segundo Marly Porto, coordenadora do projeto,
o curso dará aos participantes a oportunidade
para que sigam uma carreira profissional em
um segmento que tem escassez desse tipo de
profissionais. “A oferta de especialistas
em restauro de patrimônio é insignificante”,
ressalta.
Com
carga horária de 800 horas/aula,
o curso, além da inclusão social
e da profissionalização, tem
ainda o objetivo de ampliar o conhecimento
sobre Patrimônio Artístico e contém
uma abordagem teórica e prática,
com palestras, oficinas e visitas técnicas. “A
casa em que está instalado o Museu,
construída no século XIX, apresentava
um problema de infiltração pela área
externa, de forma que o reboco interno tinha
muita umidade. A água penetrava pela
edificação, tanto pelas fachadas
externas como pelos baldrames”, explica
Martins.
Um
dos produtos fornecidos pela Vedacit/Otto Baumgart
foi a Argamassa OBE 500, desenvolvida especialmente
para restaurações
de obras antigas – uma vez que, embora
impeça as infiltrações,
permite a passagem da água em forma
de vapor, possibilitando a troca de umidade
com o ambiente evitando a desagregação
do revestimento.
Também
o Cimentol, tinta mineral impermeável
de grande durabilidade, foi utilizada nos trabalhos
executados pelos alunos no curso com duração
de dez meses de aulas nas quais são
abordados temas como educação
patrimonial, museologia, história geral,
história da arte, técnicas artísticas,
educação ambiental, noções
básicas de administração
e marketing. Os alunos contam ainda com o auxílio
do Programa Bolsa Trabalho e recebem mensalmente
o valor de meio salário mínimo,
além de seguro de vida em grupo e auxílio
para a condução.
A
iniciativa, segundo a Porto de Cultura, acontece
a partir da parceria entre a secretaria do
Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão e a Secretaria da
Cultura de Osasco, tem o apoio do Ministério
da Cultura, através da Lei Rouanet,
e é patrocinado pela Petrobrás.
O
Museu
Fundado em 1976, o Museu de Osasco leva
o nome do filho do Barão Evariste
Sensaud de Lavaud, industrial de origem francesa
e ilustre morador de Osasco. Trata-se do único
museu público da cidade. Engenheiro,
Dimitri foi o primeiro a realizar um vôo
de aeroplano na América do Sul, em 1910.
Com o aeroplano “São Paulo” marcou
seu nome na história na aviação
brasileira. Seus documentos, fotos e objetos
pessoais integram o acervo do museu, localizado
na Av. dos Autonomistas, 4001, Jardim Alvorada. |