O
setor de construção vem crescendo,
em média, 3,5% a 4% nos últimos
anos. A cadeia da construção
civil, no Brasil, emprega cerca de 15 milhões
de pessoas, sendo 4 milhões diretamente.
Tal fato vem fazendo com que as revendas de
material de construção agreguem
mais profissionalismo a seus processos de gestão,
buscando novas tecnologias para propiciar maior
eficiência e eficácia em suas
atividades.
O
segmento de material de construção é parte
importante de um complexo denominado “Construbusiness”,
que representa 15,5% do PIB brasileiro. É composto
por 105 mil lojas, sendo 72% de pequeno e médio
portes. Em 2005, seu faturamento atingiu R$
35,5 bilhões. Segundo dados do IBGE,
o Brasil tem uma enorme demanda por este tipo
de produto, pois conta com 45 milhões
de domicílios, dos quais 7,5 milhões
não têm banheiro.
Com
o propósito
de atender as necessidades desse segmento,
a GS1 Brasil (Associação Brasileira
de Automação – antiga EAN
BRASIL) criou o Grupo de Trabalho Construção.
O GT lançou, em 2002, o "Projeto
de Codificação de Itens Comerciais
e Unidades Logísticas do Setor de Material
de Construção", que visa
a automação da retaguarda das
revendas, e teve como primeiro segmento trabalhado
o de Pisos, Azulejos e Revestimentos Cerâmicos.
Além
disso, o grupo realiza, em diversos segmentos
das revendas, o Programa de Qualidade de Código
de Barras (PQCB). O objetivo é analisar
e melhorar a qualidade dos códigos presentes
nos produtos comercializados nas prateleiras
das lojas, evitando erros de leitura nos pontos
de venda e, com isso, garantindo maior eficiência
e confiabilidade na captura das informações
e um serviço melhor para o consumidor.
“A
identificação correta e o código
de barras com qualidade são fundamentais
para que as revendas obtenham dados corretos
sobre a venda e movimentação
de produtos em suas lojas. Atualmente, as principais
revendas de São Paulo se preocupam em
ampliar o uso da automação, não
só na frente de caixa, mas também
para processos de retaguarda”, destaca
Marcelo Oliveira de Sá, assessor de
Soluções de Negócios da
GS1 Brasil e coordenador do GT Construção.
O
nível de informatização
das revendas, no tocante à automação,
ainda é baixo, segundo pesquisa realizada
pela Anamaco (Associação Nacional
dos Comerciantes de Material de Construção).
Das empresas consultadas, apenas 20% possuem
leitor de código de barras. “Isso
demonstra a enorme demanda por processos de
automatização que esse segmento
de mercado tem”, enfatiza o assessor. |