Show do Pintor Profissional - Edição 272

SHOW DO PINTOR • MAIO 2026 38 EVENTO Patrocinadora e tinta oficial da Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB), a Suvinil marcou presença no evento com as cores utilizadas nos projetos da mostra e com ativações que exploram esse olhar de “Cor Muda Tudo”, propondo uma provocação sobre o papel da cor e convidando arquitetos e visitantes a refletirem sobre seu poder transformador. A BAB aconteceu entre os dias 23 de março e 30 de abril, no Pavilhão das Culturas Brasilei- ras (Pacubra), no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Mais do que um recurso estético, a cor influencia a forma como percebemos e vivemos os espaços. Na arquitetura, ela evidencia materiais, transforma percepções e ajuda a cons- truir narrativas capazes de conectar pessoas, experiências e lugares. Na Bienal, a Suvinil trouxe esse olhar como um convite: observar como as cores também moldam relações, atmosferas e a maneira como habitamos os ambientes. “Quando dizemos que cor muda tudo, estamos olhando para além da pintura. A cor acom- panha as transformações da vida, reflete comportamentos, revela histórias e ajuda a tra- duzir o tempo em que vivemos. Há mais de seis décadas, fazemos parte das histórias de famílias brasileiras, que nos convidam, por meio das cores, a entrar em suas casas e fazer parte de suas vidas”, afirma Sylvia Gracia, gerente de marketing, cor e conteúdo da Suvinil. Nesse contexto, o Brasil aparece como uma referência natural para esse olhar. A diver- sidade cultural, os diferentes modos de viver e as expressões cotidianas presentes nas cidades e nas casas do país formam um repertório rico de observação e inspiração. É a partir desse universo, marcado por contrastes, encontros e múltiplas identidades, que surgem estudos e iniciativas que conectam arquitetura, design e vida urbana. Como parte desse olhar sobre o papel da cor na arquitetura, a fabricante de tintas apre- sentou na Bienal uma instalação inspirada no estudo Co(r)existir 2026. O Boteco Suvinil, instalado na área externa da mostra, fez uma leitura arquitetônica de um dos cenários mais reconhecíveis do imaginário brasilei- ro. Ao trazer esse universo para a Bienal, o projeto funcionou como uma espécie de declaração de brasilidade, valorizando a au- tenticidade das relações e refletindo um país plural, onde encontros, conversas e experi- ências compartilhadas ajudam a revelar a cor como uma expressão cultural viva e em constante transformação. O projeto foi assi- nado pelos designers Nicole Tomazi e Sergio Cabral (@tomazicabral_). “O Boteco é um lugar que carrega uma das expressões coletivas mais brasileiras e que atravessa nosso território de norte a sul. É um símbolo tão popular e reconhecível na nossa cultura, que é onde as pessoas se en- contram, conversam e compartilham histó- rias de forma espontânea. A ideia de levar um boteco para a BAB é uma forma de evo- car tanto o estudo Co(r)existir, que trata des- O PODER DA TRANSFORMAÇÃO POR MEIO DA COR SUVINIL LEVOU “COR MUDA TUDO” À BIENAL DE ARQUITETURA BRASILEIRA E PROVOCOU O OLHAR SOBRE O PODER DE TRANSFORMAÇÃO DA COR Sergio Cabral e Nicole Tomazi assinam projeto | Foto: Ary Diesendruck sa convivência e troca, como também proporcionar esta experiência legitimamente brasileira para seus visitantes”, explica Nicole Tomazi. “Levar esse espaço para o contexto da Bienal foi uma forma de homenagear a cultura popular brasileira que se traduz nesta arquitetura vernacular, democrática e acessível. Vi- venciar este espaço cotidiano da vida urbana do Brasil ser- ve como um contraponto importante para enxergarmos a identidade do nosso povo como legítima, valorizando sua existência como norte para o futuro da nossa arquitetura, pautado em cultura e memória”, completa Sergio Cabral. É aqui que as Cores do Ano 2026, Tempestade e Cipó da Amazônia, se materializam de forma mais direta. A es- colha do boteco dialoga com a proposta do estudo Co(r) existir, que busca observar como as relações humanas, os encontros e as experiências coletivas influenciam a manei- ra como percebemos e vivemos o mundo ao nosso redor. Presente na memória afetiva de muitos brasileiros, o bote- co representa esse território de encontro entre o íntimo e o coletivo, onde relatos, objetos e atmosferas revelam um retrato vivo da cultura do país. O espaço contou ainda com uma operação gastronômica em parceria com o Selvagem, restaurante do Parque Ibira- puera, convidando o público a vivenciar um lugar de convi- vência onde arquitetura, cultura e cotidiano se encontram. “A Bienal ofereceu um contexto muito interessante para ampliar essa conversa sobre arquitetura e a forma como percebemos os lugares onde vivemos. Quando observa- mos o Brasil, percebemos que casas, ruas e pontos de en- contro carregam histórias, memórias e sentimentos que fazem parte da vida das pessoas. A cor acompanha essas experiências e ajuda a revelar diferentes camadas da vida brasileira”, finaliza Sylvia.

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