Revista Paint & Pintura - Edição 312

ARTIGO 2. O QUE O MERGER FORTALECE E EQUILIBRA A combinação entre os dois grupos endereça simultaneamente desafios operacionais, tecnológicos e estratégicos. Sinergias operacionais - O novo grupo obtém ganhos relevantes em poder de compra, logística, manufatura e racionalização de portfólio. Em um setor intensivo em matérias-primas e sensível à volatilidade global, essa escala é fundamental para estabilidade de margens. Complementaridade tecnológica- A fusão reúne especializações comple- mentares: tintas decorativas sólidas, soluções sustentáveis e aplicações para infraestrutura combinam-se a posições fortes em repintura automotiva, OEM, tintas empó e coil. Esse conjunto cria uma plataformamais completa e capaz de atender clientes globais e regionais commaior consistência técnica. Força competitiva ampliada - No panorama internacional, a nova empresa ganha musculatura para equilibrar a competição com outros grandes blo- cos globais, especialmente em segmentos onde a disputa é baseada em tecnologia, durabilidade, serviços e presença em cadeias industriais integradas. Visão de longo prazo - A operação também fortalece a capacidade de enfrentar desafios de grande escala, como transição ambiental, regulamentações mais rigorosas, transforma- ção digital e demandas de clientes industriais por eficiência, rastreabilidade e desempenho. 3. ELEMENTOS ESTRUTURAIS QUE O MOVIMENTO REVELA A fusão também reforça tendências de longo prazo que caracterizam a evolução da indústria. O crescimento puxado por empresas médias - Ao longo das últimas duas décadas, empresas médias têm crescido acima da média global. Elas operam com foco geográfico intenso, proximidade com canais locais e alta agilidade para adaptar portfólio e preço. Emmuitosmer- cados emergentes, foram elas que lideraram a conquista de share, especialmente em nichos, como tintas em pó, wood coatings, proteção industrial e segmentos decorativos de alto volume. Limites das grandes fusões - Historicamente, fusões entre gigantes gerarameficiência, mas FIG. 3

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