Revista Paint & Pintura - Edição 313

PIGMENTOS INORGÂNICOS E ORGÂNICOS PAINT&PINTURA | JAN/FEV 2026 | 35 Impulsionado por um crescimento consistente do mercado de tintas e por transformações profundas nas exigên- cias técnicas, econômicas e ambientais, o setor de pigmentos - Inorgânicos e Or- gânicos - vive um momento decisivo no Brasil e no mundo. As perspectivas para os próximos cinco anos apontam para a manutenção da relevância dos pigmen- tos inorgânicos, essenciais em volume e desempenho, aomesmo tempo emque os orgânicos avançam em inovação, efi- ciência tintorial e variedade cromática. Em paralelo, desafios como volatilidade cambial, custos de matérias-primas e a pressão por sustentabilidade redese- nham estratégias industriais e tecnoló- gicas. Mais do que cor, omercado passa a demandar soluções integradas que entreguem durabilidade, estabilidade, eficiência produtiva e menor impacto ambiental - uma combinação que rede- fine o papel dos pigmentos na cadeia de tintas e revestimentos. As perspectivas para os próximos cinco anos indicam um crescimento sustenta- do do mercado de tintas, o que impacta diretamente a demanda por pigmentos inorgânicos e orgânicos. “Os pigmentos inorgânicos devemmanter sua relevân- cia em volume, impulsionados pela ne- cessidade de opacidade, resistência quí- mica e mecânica, estabilidade térmica e durabilidade, principalmente em tintas decorativas, industriais e anticorrosivas. Já os pigmentos orgânicos devem apre- sentar crescimento, impulsionados pela busca por cores mais vibrantes, maior eficiência tintorial e maior variedade de cores, especialmente em segmentos que exigem alto desempenho, como tintas industriais especiais e aplicações que demandam maior resistência à luz e ao intemperismo”, informa Fernan- do Rosa, gerente técnico da Aromat. Para José Henrique Mello, gerente co- mercial Latam - Pigmentos da Dynatech, há uma tendência no mercado por pig- mentos sustentáveis e isentos demetais pesados devido a regulamentações tais como, REACH (na União Europeia), ROHS, Anvisa, FDA, como também de- mandas globais por tintas de baixo im- pacto ambiental (baixo VOC). “No Brasil, as tendências apontam para uma maior integração de sustentabilidade, pigmen- tos de alto desempenho e inovação tec- nológica, atendendo tanto às demandas locais quanto aos padrões globais. Esse cenário apresenta boas perspectivas de crescimento e transformação no setor de tintas. Mas é importante lembrar que o mercado enfrenta desafios, como a adequação do custo versus performan- ce dos pigmentos atendendo às várias necessidades e demandas do mercado de tintas, principalmente em relação à qualidade final exigida pelo mercado.” Diogo Lima da Silva, gerente técnico industrial da Colormix Especialidades, acredita que o setor de pigmentos orgâ- nicos e inorgânicos no Brasil enfrentará desafios significativos em 2026, impul- sionados pela volatilidade cambial, que afeta diretamente os custos dematérias- -primas importadas. “A instabilidade no preço e oferta do dióxido de titânio seguirá como umdosmaiores pontos de pressão para pigmentos inorgânicos. A crescente demanda por sustentabilida- de e conformidade ambiental exigirá ajustes técnicos e investimentos em produtos compatíveis com sistemas base água e baixo VOC.” Aevolução nos novos desenvolvimentos em pigmentos inorgânicos e orgânicos é clara e consistente, cada vez mais orientada ao desempenho integrado da tinta, e não apenas à cor, salienta Valne Lucas Vieira, CEO e sócio-proprietário da Clariquímica. “Nos pigmentos orgânicos avançam fortemente as famílias DPP, quinacridonas, ftalocianinas, perilenos, pigmentos de fácil dispersão (ED), além dos pigmentos de fontes renováveis e das preparações IR-refletivas, UV e super transparentes. Já nos pigmentos inor- gânicos, além dos tradicionais óxidos de ferro, passam a ganhar relevância os óxidos complexos coloridos, spinéis, pigmentos de cobalto, pigmentos fun- cionais e de alta temperatura, agora plenamente disponíveis através do novo portfólio da Sudarshan. Hoje, omercado não busca apenas cor, mas durabilidade, estabilidade, eficiência produtiva e de- sempenho sistêmico.” Por sua vez, a Colortrade observa um avanço significativo em pigmentos que combinam alta performance com menor impacto ambiental, além de melhorias em dispersão, estabilidade UV e resistência térmica. “Há também crescente movi- mento emdireção a pigmentos

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