Revista Paint & Pintura - Edição 313
PIGMENTOS INORGÂNICOS E ORGÂNICOS 36 | PAINT&PINTURA | JAN/FEV 2026 híbridos e tecnologias que ampliam poder tintorial, permitindo redução de dosagem e custos para o formulador. Importante ressaltar que pigmentos mais modernos reduzem etapas de dis- persão, diminuemo tempo de produção e proporcionam maior rendimento de cor. Entre os principais ganhos estão: melhor dispersabilidade, reduzindo energia e tempo de moagem; maior estabilidade, minimizando retrabalho e variações entre lotes; redução de consumo, graças a maior força colorís- tica; e compatibilidade ampliada, que diminui ajustes de formulação. Com isso, os fabricantes conseguemotimizar custos diretos e indiretos, mantendo ou elevandoopadrãode qualidade”, afirma Marcelo Lopes, diretor comercial. SUSTENTABILIDADE E IMPACTO AMBIENTAL Ademandapor tintas sustentáveis impul- siona o desenvolvimento de pigmentos com menor teor de metais pesados, melhor biodegradabilidade e processos produtivosmais limpos. “AExatacor vem adotando tecnologias de baixo impacto, otimização energética ematérias-primas certificadas. Porém, omaior desafio será equilibrar alta performance com susten- tabilidade, além da pressão por custos competitivos. Nossa empresa já antecipa esse cenário commelhorias de processo, rastreabilidade e otimização da cadeia de suprimentos”, declara Jaime Aragão Júnior, diretor de negócios. Leonardo Di Nino, diretor da Multicel, conta que a crescente demanda por tintasmais sustentáveis temdirecionado odesenvolvimentodepigmentos inorgâ- nicos e orgânicos com menor impacto ambiental, priorizando formulações mais seguras, estáveis e compatíveis com sistemas base água. “Esse avanço envolve desde rotas produtivas mais limpas até a redução de substâncias restritivas e otimização energética nos processos industriais. Dentro do nosso grupo - que engloba a Multicel e a Asahi Tennants - esse movimento é reforçado por investimentos contínuos emtecnolo- gia e inovação, resultandoempigmentos com maior eficiência tintorial, melhor desempenho ambiental, menor geração de resíduos e maior durabilidade. Essa integração fortalecenossa capacidadede oferecer soluções colorísticas de alta per- formance alinhadas às exigências globais de sustentabilidade no setor de tintas.” Para Bianca Rochocz, comercial técnico da Ouro Branco, a busca por susten- tabilidade acelera diversas frentes de inovação. “Redução de solventes e VOC - desenvolvimento de pastas metálicas com maior compatibilidade com siste- mas base água e alto sólidos; segurança operacional ampliada - pigmentos com menor geração de poeira, dispersões estáveis e embalagens que facilitam o manuseio e reduzem riscos; cadeias pro- dutivas responsáveis - rastreabilidade, conformidade regulatória e formulações que ampliam a durabilidade da película, reduzindo repinturas. Já para pastas metálicas de alumínio, destacam-se: otimização do teor de sólidos; trata- mentos superficiais ecológicos; maior estabilidade durante armazenamento; e compatibilidade com novas gerações de resinas sustentáveis.” Mello, da Dynatech, ressalta que a subs- tituição de metais pesados - pigmentos tradicionais com cádmio, chumbo ou cromo - estão sendo eliminados em favor de minerais menos tóxicos. “Também há uma tendência de desen- volvimento de pigmentos inorgânicos nanoestruturados que oferecem maior durabilidade e menor quantidade de material necessário.” TENDÊNCIAS DO SETOR Pode-se dizer que omercado de pigmen- tos inorgânicos seguirá sua tendência por melhor controle de granulometria e dispersão, visando maior performan- ce dos pigmentos por meio do poder tintorial e redução de consumomatéria- -prima, afirma Bruno Faciao, gerente de vendas para o segmento de tintas, adesivos, resinas e blendas da Pochteca Coremal. “Outra tendência evolutiva é a utilização de pigmentos com alta estabilidade térmica e química para aplicações emrevestimentos industriais. Alémdisso, como foco por produtos de melhor qualidade emaior desempenho, a indústria tende a reduzir custos, por exemplo, através da utilização de produ- to commelhor capacidade de dispersão ou micronizados, isso significa menor tempo de moagem e por consequên- cia redução de consumo energético. É possível perceber também uma menor necessidade de dispersantes, o que gera economia em aditivos.” Já a Quimflex observa uma evolução significativa em direção a pigmentos com maior estabilidade, melhor poder tintorial, resistência ampliada e impacto ambiental reduzido. “A indústria tem avançado na criação de soluções híbri- das, melhorias de dispersibilidade e am- pliação da compatibilidade comdiferen- tes sistemas de resinas, resultando em produtos mais eficientes e com menor consumo energético no processamento. Importante ressaltar que a inovação con- tribui diretamente para aumento de pro- dutividade, por meio de pigmentos que: dispersammais rapidamente, reduzindo tempodemoagem; proporcionammaior cobertura, diminuindo o consumo total de pigmento; possuem estabilidade superior, reduzindo retrabalho e perdas deprodução; e são compatíveis compro- cessos de formulaçãomais sustentáveis. Esses fatores geram redução de custos operacionais, melhoria da eficiência e maior previsibilidade industrial”, destaca Lelis Dias Veloso, diretor comercial. Milton Yoshio Uehara, technical ma- rketing manager - South Cone da Su- darshan, reforça que o processo de industrialização de tintas requer em sua grandemaioria processos de dispersão e moagem dos pigmentos que são muito técnicos e onerosos. “Odesempenho do pigmento geralmente está diretamente
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