Revista Paint & Pintura - Edição 313

SUSTENTABILIDADE 66 | PAINT&PINTURA | JAN/FEV 2026 COMO UMA ANTIGA MINA VIROU FLORESTA: O PROJETO GIGANTE DA TRONOX NO NORDESTE Mais de 2,2 milhões de mudas de espécies nativas já foram plantadas na região de Mataraca, no litoral norte da Paraíba, comoparte doprograma de reflorestamentoda Tronox na área onde operava a Mina do Guajú. A ação envolve 501 espécies, como a Carnaúba, Aroeira, Imburana, Ipês, Perobas, vegetais e a reintrodução de fauna local, com 202 espécies de pássaros, mamíferos e répteis. Estudos realizados em parceria com a Universidade de Lavras indicaram que uma área minerada leva entre 10 e 12 anos para atingir condições semelhantes às anteriores à exploração. De acordocomaTronox, empresamundial verticalmente integrada na fabricação de pigmento de dióxido de titânio, com fábrica industrial no Brasil sediada em Camaçari, na Região Metropo- litana de Salvador, o reflorestamento soma, até o momento, 2.252.007 mudas distribuídas em 712,05 hectares, priorizando espécies da zona costeira do Nordeste. “O nosso protocolo prevê a introdução inicial de 40 espécies e o enriquecimento commais 220espéciesdeessências nativas, arbóreas, arbustivas e herbáceas”, afirmou Virgílio Gadelha, consultor da Tronox. Ainda segundo Gadelha, esses números foram alcançados em 37 anos de execução do Programa de Recuperação de Áreas da Mina do Guajú. “A previsão é de que este trabalho esteja concluído no final do ano de 2028, conforme cronograma es- tabelecido pelo Plano de Fechamento da Mina. O objetivo do programa não é de apenas introduzir uma cobertura vegetal e sim reestabelecer a função ecológica das áreas que foram antropizadas pela operação”, explicou. PROJETO JÁ PLANTOU MAIS DE 2,2 MILHÕES DE MUDAS E PROMOVE A VOLTA DA FAUNA NA ANTIGA MINA DO GUAJÚ DESAFIOS E MONITORAMENTO DA RECUPERAÇÃO AMBIENTAL O monitoramento das áreas é feito por imagens de satélite, drones, levantamentos florísticos e fitossociológicos, bem como testes de sobrevivência das espécies introduzidas na área. “Também foram feitos inventários de fauna e estudos de sucessão ecológicas como forma de acompanhar a evolução das áreas restauradas”, disse Gadelha. A recuperação apresentou desafios, especialmente pela au- sência de referências técnicas no início do processo. “Quando fomos buscar alternativas não encontramos nada na literatura técnica especializada disponível na época, então buscamos aju- da do Departamento de Ciências Florestais da Escola Superior de Agricultura de Lavras (ESAL). Os primeiros protocolos de recuperação foramproduzidos como auxílio de pesquisadores da instituição. A partir deste documento a equipe da Mina do Guajú aprimorou as técnicas ao longo do tempo, as quais ainda estão em constante evolução”, detalhou Gadelha. Paraiba (antes) Paraiba (depois) “O nosso protocolo prevê a introdução inicial de 40 espécies e o enriquecimento commais 220 espécies de essências nativas, arbóreas, arbustivas e herbáceas” AMinadoGuajúoperoupor 37 anos, produzindo ilmenita (miné- rio de titânio que abastecia a planta baiana), além de zirconita, rutilo e cianita (minérios usados como matéria-prima para as indústrias de cerâmicas, fundiçãode alta precisão e refratários). Localizada na divisa entre Paraíba e Rio Grande do Norte, a

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