Revista Paint & Pintura - Edição 314
ARTIGO 20 | PAINT&PINTURA | MARÇO 2026 Washington Yamaga, da Rácz, Yamaga & Associates Francisco Rácz, da Rácz, Yamaga & Associates Por Francisco Rácz e Washington Yamaga, sócios- fundadores da Rácz, Yamaga & Associates MERCADO DE TINTAS NA AMÉRICA DO SUL EM UM CICLO DE CRESCIMENTO MODERADO E SELETIVO UM NOVO PONTO DE EQUILÍBRIO REGIONAL A América do Sul inicia 2026 com sinais graduais de estabiliza- ção econômica, ainda marcada por crescimento moderado e desigual entre países. As projeções indicamexpansãomédia do PIB próxima de 2,5%, sustentada pela recuperação progressiva da Argentina, relativa estabilidade no Brasil e avanços seletivos em mercados como Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai. Mais importante do que a velocidade desse crescimento é sua natureza estrutural. A indústria de tintas entra definitivamente emuma transição: domodelo baseado em volume e participa- ção para uma lógica orientada por valor, desempenho técnico e rentabilidade sustentável. Nesse contexto, omercado regional tende a crescer ligeiramente acima do PIB, impulsionado, prin- cipalmente por manutenção, reposição e serviços técnicos, e não por expansões amplas de capacidade produtiva. Até 2030, o consumo sul-americano deve se aproximar de 4 bilhões de litros, com receitas superiores a US$ 12 bilhões. A competitividade deixa de estar centrada no litro produzido e passa a residir no valor entregue ao longo do ciclo de vida do revestimento. ARQUITETÔNICO: VOLUME COM DIFERENCIAÇÃO CRESCENTE O segmento arquitetônico permanece como principal base de volume da região, sustentado por manutenção residencial, re- formas e expansão urbanamoderada. Seu desempenho segue ligado ao ciclo de renda e crédito, mantendo sensibilidade a preço no curto prazo. Ao mesmo tempo, avança a diferenciação por durabilidade, cobertura, sustentabilidade e força de marca, deslocando o foco competitivo da participação pura para a captura de valor por desempenho percebido e relacionamento com pintores e especificadores. REPINTURA AUTOMOTIVA: RESILIÊNCIA BASEADA EM SERVIÇOS Historicamentemais estável que oOEM, a repin- tura automotiva depende da frota circulante e evolui com a consolidação de redes de oficinas, adoção de sistemas de maior produtividade e menor VOC, e ampliação do suporte técnico. A geração de valor desloca-se do produto iso- lado para a eficiência operacional da oficina, reforçando treinamento, digitalização e serviços como diferenciais competitivos. Leitura estratégica por segmentos
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