Revista Paint & Pintura - Edição 314

DIÓXIDO DE TITÂNIO Impulsionada pelos ciclos da construção civil e da atividade industrial, a demanda por dióxido de titânio (TiO₂) no Brasil reflete, de forma direta, o ritmo da ur- banização e o fôlego da economia - hoje marcados por crescimento moderado e elevada volatilidade global. Emumcená- rio atravessado por pressões de custo, tensões geopolíticas e reequilíbrio da oferta internacional, especialmente diante do excedente asiático, produto- res e distribuidores combinamdisciplina operacional, integração vertical e inova- ção tecnológica para sustentar competi- tividade. Ao mesmo tempo, os avanços em tratamentos de superfície, eficiência energética e controle de emissões repo- sicionam o pigmento não apenas como insumo essencial para desempenho e opacidade nas tintas, mas como peça es- tratégica na agenda de sustentabilidade e resiliência da cadeia química. A demanda por dióxido de titânio no mercado de tintas no Brasil é influen- ciada por fatores como urbanização, mudanças econômicas e o desempenho dos setores de construção civil e indús- tria. “À medida que o País continua a se urbanizar, surgem fortes oportunidades de crescimento, especialmente nos segmentos imobiliário e industrial. No entanto, indicadores recentes do PIB, impactados pela pandemia global e por incertezas geopolíticas, apontarampara um crescimento mais moderado, o que resultou em uma demanda mais conti- da por TiO₂ nos últimos anos”, revela Claudia Antunes, gerente de negócio LAS TitaniumTechnologies e presidente Chemours Brasil. Claudia ainda alerta sobre os desafios deste mercado. “Assim como outras empresas do setor químico, seguimos enfrentando desafios decorrentes do aumento dos custos de energia, do frete edospreços elevadosdematérias-primas essenciais, como ácido sulfúrico, cloro e minério - fatoresque foram intensificados pela pandemia e por tensões geopolíti- cas. Essas pressões resultaram em uma redução da capacidade global de produ- ção de TiO₂, tornando a manutenção da rentabilidademais desafiadora, especial- mente diante do impacto adicional do excedente de produção na China. Para manter nossa competitividade, estamos focados em aprimorar a eficiência ope- racional, diversificar nossas fontes de su- primentos e apoiar práticas de comércio justo em todo o setor.”

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