Show do Pintor Profissional - Edição 268
SHOW DO PINTOR • DEZEMBRO 2025 20 PINTURA MECANIZADA & PINTURA CONVENCIONAL Na pintura tradicional, você tem de cor e salte- ado o que é preciso ser feita para uma entrega excelente. A tinta é aplicada manualmente com pincel, brocha ou rolo e você faz o carregamen- to da ferramenta, acompanha o espalhamento, alisa se necessário, trata cantos, recortes etc. No uso do rolo, normalmente se aplica em mo- vimentos cruzados (horizontal + vertical) para garantir cobertura. A brocha e pincel são para áreas de detalhe, quinas, perfis, recortes. Vale ressaltar que a preparação da superfície (lim- peza, lixamento, mascaramento) é sempre fun- damental antes de qualquer procedimento de pintura. Nesse modelo de pintura, há vantagens claras, como praticidade para áreas pequenas, contro- le de detalhes e ambientes críticos como roda- pés, molduras, zonas com muitos recortes etc. Há ainda a vantagem de apresentar um menor custo inicial de equipamento - pincel/rolo/bro- cha são mais acessíveis quando comparados a máquinas de pulverização. Desde que o trabalho seja bem protegido, há também risco de “spray indesejado” (overspray) A MELHOR ESCOLHA É A SUA PARA UMA EMPRESA DE PINTURA OU EQUIPE PROFISSIONAL É IMPORTANTE AVALIAR A RENTABILIDADE A MÉDIO/LONGO PRAZO. CASO VOCÊ FAÇA MUITOS TRABALHOS GRANDES, INVESTIR EM AIRLESS PODE TRAZER ECONOMIA E MARGENS MELHORES. CASO ENTREM MUITOS TRABALHOS PEQUENOS OU IMOBILIÁRIOS COM BASTANTE DETALHES, TALVEZ O MÉTODO TRADICIONAL CONTINUE LUCRATIVO. OU SEJA, APROVEITE O MELHOR DE AMBOS ou pintura fora da área, além de permitir uma arte manual apurada. Ou seja, você pode des- lizar, alisar, aplicar texturas em pontos específi- cos e detalhados. Exige também, não podemos negar, bastante esforço físico e pode ser considerada mais lenta para cobrir grandes superfícies como paredes extensas, fachadas, galpões etc. A cobertura pode exigir mais demãos para ob- ter uniformidade, especialmente em superfícies com textura ou irregularidades. Quando a pin- tura tradicional não é bem executada, pode re- sultar em marcas como linhas de rolo e marcas de pincel. É claro que tudo depende de boas ferramentas e mãos treinadas. No Brasil é a forma de pin- tura mais praticada em diferentes ambientes e demandas. Pintura mecanizada Uma máquina de alta pressão coordena a dis- tribuição da tinta, como é o caso do método conhecido como “airless” onde a tinta é bom- beada sob alta pressão (podendo chegar a cen- tenas de bar) por meio de uma mangueira e pistola com bico de pulverização. Não há uso de ar comprimido para atomização: a tinta é atomi- zada, quebrada em pequenas gotas ou “névoa”, pela saída de alta pressão, gerando um padrão de spray que cobre a superfície. Nesse caso, o operador trabalha movimentos coordenados, mantendo distância e ritmo ade- quado para cobertura uniforme. A preparação da área (mascaramento, proteção de janelas, móveis, solo) deve ser mais rigorosa, pois há maior dispersão da tinta no ambiente (“né- voa”), além de potencial overspray. As vantagens desse processo são: alta produ- tividade: pode cobrir grandes áreas em muito menos tempo; acabamento uniforme; melhor penetração em superfícies texturadas, reen- trâncias, fissuras; redução de desperdício quan- do bem operado. Trata-se, portanto, de uma ótima escolha para grandes obras com fachadas, galpões, áreas in- dustriais etc. Os lados que devem ser observados e que po- dem pesar contra são: investimento inicial mais alto em equipamentos, mangueiras, manuten-
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