Show do Pintor Profissional - Edição 268

SHOW DO PINTOR • DEZEMBRO 2025 26 oficina, fatores que tornam o sistema solvente a opção mais prática e segura para a maioria dos profissionais do setor. A Autoluks acompanha essa realidade com uma linha completa e de alto desempenho, que alia qualidade técnica, durabilidade e excelente acabamento estético, aten- dendo tanto oficinas independentes quanto centros automotivos espe- cializados”, confirma Assunção. COMPATIBILIDADE COM DIFERENTES CONDIÇÕES CLIMÁTICAS Os sistemas de repintura base água e base solvente apresentam carac- terísticas distintas e são indicados conforme o perfil e a estrutura da ofi- cina, avisa Vailton Mendes, diretor técnico da Skylack. “A base água é mais utilizada em mercados onde há infraestrutura adequada e políticas ambientais mais rigorosas, sendo reconhecida pela menor emissão de VOCs (compostos orgânicos voláteis). Já o sistema base solvente conti- nua sendo o mais aplicado no Brasil por sua versatilidade, compatibilida- de com diferentes condições climáticas e facilidade de uso, fatores que favorecem a produtividade e o acabamento de alto padrão exigido nas oficinas nacionais”, completa. De acordo com Mendes, nos últimos anos, o sistema base água tem recebido atenção especial em países com regulamentações ambientais mais exigentes, com avanços que buscam melhorar cobertura, aderên- cia e tempo de secagem. “Embora a Skylack ainda não possua linha base água, a empresa acompanha de perto essas inovações e segue in- vestindo em tecnologias de menor impacto ambiental dentro do siste- ma solvente, como os produtos Alto Sólidos (High Solids), que reduzem a emissão de solventes e oferecem desempenho superior”, avisa acres- centando que o sistema base solvente tem evoluído constantemente, acompanhando a demanda por maior eficiência, qualida- de de acabamento e sustentabilidade. A tecnologia de alto teor de sólidos é um exemplo claro dessa evolução: “Permite maior rendimento, brilho e resistência, com menor quantidade de solventes na formulação. A Skylack vem am- pliando o uso dessa tecnologia em suas linhas de vernizes, primers e tintas, entregando produtos com excelente aplicação e resultados pro- fissionais, sem necessidade de adaptações estruturais nas oficinas. O sistema base solvente ainda é o mais utilizado no Brasil. Isso se deve à sua facilidade de aplicação, custo mais acessível, adaptação às condi- ções climáticas locais e infraestrutura já existente nas oficinas. A base água, apesar de representar um caminho de inovação em outros mer- cados, ainda requer investimentos em equipamentos e controle am- biental que nem sempre são viáveis para a realidade do setor nacional”, analisa Mendes. Fato é que o mercado de repintura automotiva está em constante evolução e cada vez mais atento às tendências de sustentabilidade e eficiência. “A Skylack segue focada em aprimorar suas tecnologias de base solvente, buscando o equilíbrio entre desempenho técnico, pro- dutividade e responsabilidade ambiental, acompanhando de perto as transformações do setor para oferecer ao mercado soluções modernas e seguras para o profissional da repintura”, ressalta o diretor técnico. ESPAÇO PARA AMBOS COM MAIOR PRESENÇA BASE SOLVENTE NO BRASIL Os dois sistemas têm seu espaço no merca- do, porém o sistema base solvente ainda se destaca pela ver- satilidade, rapidez de aplicação e adaptação climática, fala Julio Miranda (foto) , chefe de vendas Repintura da WEG. “O base sol- vente oferece seca- gem mais rápida em ambientes com alta umidade ou tempe- raturas mais baixas, o que é uma realidade em grande parte do Brasil. Além disso, o poder de cobertura e rendimento da base solvente são superiores, re- duzindo o tempo de cabine e o consumo de material. É o sistema mais indicado para oficinas com alto fluxo de repintura, áreas quentes e úmi- das, e para quem busca agilidade e produtividade no processo”, indica. A evolução da repintura automotiva mostra que há espaço para ambos os sistemas. “Mas no cenário brasileiro, o solvente ainda é o mais viável, produtivo e economicamente equilibrado. Com as novas formulações de baixa emissão e maior rendimento, a base solvente segue como a es- colha preferida de quem busca eficiência, acabamento de alto brilho e estabilidade no processo, especialmente em oficinas com foco em pro- dutividade e qualidade”, enxerga Miranda. Por outro lado, os sistemas à base d’água vêm evoluindo em tecnologia e sustentabilidade, com tintas de menor emissão de VOCs (compostos orgânicos voláteis) e maior uniformidade de cor. “No entanto, ainda exi- gem controle rigoroso de temperatura e umidade, estrutura de cabine específica e investimento em equipamentos de secagem e ventilação. Ou seja, embora tragam avanços ambientais, seu desempenho ideal de- pende de condições controladas que nem todas as oficinas possuem”, observa Miranda. No caso de solventes, a tecnologia das tintas evoluiu muito nos últimos anos. “As novas gerações possuem resinas mais puras, pigmentos de alta performance e menor emissão de VOCs, o que as torna mais sustentá- veis, com brilho superior e maior durabilidade. Além disso, a compatibi- lidade com diferentes substratos e primers foi aprimorada, garantindo acabamentos de alto padrão com processos rápidos e eficientes, fatores decisivos para oficinas que priorizam produtividade sem abrir mão da qualidade”, diz Miranda. Vale reforçar que o sistema base solvente continua sendo o mais utiliza- do no Brasil e em grande parte da América Latina. “Os motivos são cla- ros: maior praticidade, menor investimento em infraestrutura, rapidez de secagem, menor sensibilidade climática e padronização já consolida- da nas oficinas. Enquanto a base d’água requer adaptações estruturais e ambientais, a base solvente mantém excelente performance mesmo em oficinas de pequeno e médio porte, garantindo consistência e previsibili- dade no resultado final”, analisa Miranda.

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