Show do Pintor Profissional - Edição 272

SHOW DO PINTOR • MAIO 2026 26 blema na superfície que se quer tratar é maior, dê preferência para o sistema solvente”, detalha Salasar, enfatizando que cada sistema apresenta um conjun- to de pontos positivos e negativos que podem facilitar ou não a fabricação dos produtos. “A fabricação de produtos à base de solvente, em geral se dá de forma mais simples, o que não tem a ver tanto com a tecnologia empregada, mas sim com facilidade de operação. O número de matérias-primas numa composição é relativamente menor e os riscos de contaminação são reduzidos. Por ou- tro lado, a manipulação dos solventes exige bem mais atenção por conta de inflamabilidade ou risco de explosão e pode causar riscos ocupacionais aos operadores e por isso o investimento no controle do ambiente para produ- ção é bem maior. Já os sistemas base água exigem maior número de maté- rias primas para produção, um controle microbiológico maior por conta do alto risco de contaminação, mas por outro lado os riscos ocupacionais são um pou- co menores. O sistema de limpeza dos equipamentos pode ser feito de forma mais segura que nos sistemas base sol- vente. Em resumo, os dois sistemas têm suas caraterísticas e exigem atenção e cuidado no processo fabril sendo que os fabricantes são adaptados para fa- bricação de ambos. Considero que não há um sistema melhor ou pior para pro- duzir e, em ambos os casos, o melhor a fazer é estar em constante evolução fa- zendo o melhor possível e buscando ser mais produtivo, sem perder a qualidade nos produtos que estamos ofertando ao mercado”, compara Salasar. CADA TECNOLOGIA ATENDE A UMA NECESSIDADE ESPECÍFICA Na pintura imobiliária, explica Sergio Serratto, químico da Dacar, a escolha entre produtos à base de água ou à base de solvente deve partir, antes de tudo, da análise da superfície e das condições da área que será pintada. O primeiro ponto que o pintor profissional precisa considerar é justamente onde será feita a aplicação. “Em áreas externas mais expos- tas, como grades e portões, a recomendação tende a ser por produtos à base de solvente, devido à maior resistência. Já em portas internas, rodapés e áreas menores, os produtos à base de água se mostrammais vantajosos, principalmente pela praticidade na aplicação e pelo conforto durante o uso. O primeiro aspecto que precisa ser considerado é qual área (superfície) que vai precisar de pintura.” Do ponto de vista do fabricante, não existe um único produto que seja considerado ome- lhor de forma geral, diz Serratto, pois cada tec- nologia atende a uma necessidade especí- fica. “Em aplicações imobiliárias, onde há demanda por rapidez, facilidade de aplicação e menor impacto no ambiente, os produtos à base de água ganham destaque. Já em situações mais técnicas, especial- mente em superfícies críticas ou com necessidade de maior preparo, os produtos à base de solvente são mais indicados por oferecerem maior resistência e desempenho.” Dentro desse cenário, na linha base água, o Esmalte Ecológi- co Premium Dacar é a principal indicação para pintura imo- biliária, propõe Serratto. Produzido à base de água e com baixíssimo odor, ele permite a ocupação do ambiente no mesmo dia da aplicação, o que é um diferencial importan- te em obras residenciais e comerciais. “Além disso, oferece excelente cobertura, fácil aplicação, secagem rápida e não amarela com o tempo, garantindo um acabamento durá- vel e esteticamente valorizado tanto em ambientes internos quanto externos. Já na categoria base solvente, a indicação se concentra em esmaltes commaior robustez, como o Esmalte Industrial, voltado para aplicações mais exigentes. Esse tipo de produto é reco- mendado principal- mente para superfí- cies que demandam maior resistência, como estruturas metálicas ou áreas sujeitas a condições mais severas, onde a durabilidade e a proteção são fatores determinantes”, de- talha Serratto. DIAGNÓSTICO PRECISO, ESCOLHA CORRETA Felipe Diotaiuti, gerente de Marketing de Produtos da Tintas Eucatex, entende que o pintor atua como um consultor técnico, e sua indicação deve equilibrar três pilares: o estado da superfície, o ambiente e a expectativa de durabili- dade. “Primeiro, é preciso diagnosti- car patologias; se a parede apresenta mofo, a indicação ideal é a nossa Prote- ge Essence, que permite aplicação dire- ta sobre o fungo, simplificando a obra. Em segundo lugar, o ambiente dita o acabamento: áreas de lazer e fachadas pedem a resistência UV e a flexibilidade da Protege Lumina, enquanto interio- res sofisticados exigem o equilíbrio da Protege Balance. Por fim, o profissional deve considerar o conforto do cliente; produtos que garantem ambiente sem cheiro em até três horas, como toda a nova linha Protege, ou esmaltes de se- cagem ultra-rápida (30 minutos) como o Eucalux, são diferenciais que agregam valor ao serviço e garantem a satisfação imediata”, comenta. “Embora tenhamos soluções de exce- lência para cada nicho, a nova gera- ção da linha Protege representa hoje o nosso ápice em termos de tecnologia premium no segmento. Ela é o ‘melhor produto’ por ser um sistema completo e versátil, além de entregar uma for- mulação mais limpa e amigável tanto para o consumidor quanto para o meio ambiente. O motivo é a especialização: não entregamos apenas uma tinta acrí- lica, mas três propostas de performan- ce distintas (Essence, Balance e Lumina) que resolvem desde a necessidade de disfarçar imperfeições e combater o mofo até a exigência por alto brilho e proteção contra intempéries. É uma li-

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