Show do Pintor Profissional - Edição 274

SHOW DO PINTOR • JULHO 2026 6 SMART COATINGS AS TINTAS RESPONSIVAS Impulsionados pela inovação e o avanço da nanotecnologia, os smart coa- tings têm o objetivo de atender superfícies que se reparam, regulam tem- peratura e resistem à corrosão. Imagine uma parede que se regenera após um risco, uma fachada que dissipa calor antes que ele chegue ao interior ou uma estrutura naval que avisa quando está sofrendo corrosão. O que parecia ficção científica é realidade. Os revestimentos inteligentes estão presentes em aplicações automotivas, aeroespaciais e de infraestru- tura, e começam a abrir caminho para o universo imobiliário. O desafio agora é ganhar escala. RESPOSTAS AOS ESTÍMULOS EXTERNOS Já existem smart coatings no mercado brasileiro, porém ainda são produtos de uso muito espe- cífico, especialmente em aplicações industriais, automotivas, navais, de infraestrutura e cons- trução sustentável. “Com o avanço da nanotecnologia surgiram no mercado de coatings os pigmentos e aditivos funcionais e isso contribuiu para o desenvol- vimento de revestimentos capazes de responder a estímulos externos, como: corrosão, umidade, variações de pH e temperatura, fotocromis- mo (variações de luminosidade) e agressão mecânica (autoreparação)”, diz Cleverson José Salasar, diretor Industrial e P&D da Ciacollor. Todo este avanço tecnológico vem de encontro com a necessidade de oferecer produtos com maior durabilidade, redução de manutenção, efi- ciência energética e monitoramento de estruturas otimizando o tempo e COM AMPLA POSSIBLIDADE DE CRESCIMENTO NO MERCADO BRASILEIRO, ESSE TIPO DE TINTA É FORMULADO PARA RESPONDER A ESTÍMULOS EXTERNOS COM RAPIDEZ reduzindo os custos no longo prazo. “Este tipo de produto pode ganhar muito mercado ainda, à medida que houver um aumento da escala e, con- sequentemente, uma redução de custos que irá favorecer o aumento dos volumes”, observa Salasar. No mercado de tintas imobiliárias, ressalta Salasar, as tintas antibactérias são bastante comuns e atendem bem ao conceito da smart coating, já que trazem um atributo adicional ao revestimento. “Também é bastante co- mum o uso de tintas emborrachadas brancas em telhados e fachadas para melhorar o conforto térmico dentro dos ambientes. Esta tecnologia alia o alto poder de reflexão da radiação UV por pigmentos ultra brancos a aditivos capazes de dissipar o calor reduzindo a absorção pela superfície”, lembra Salasar. Para que um revestimento seja considerado inteli- gente, ele precisa não só ser funcional, mas também ser capaz de possibilitar medidas que comprovem sua eficácia quando submetido aos agentes externos que o agridem. “Essa funcionalidade também preci- sa ser mantida ao longo de um período para que se determine de quanto em quanto tempo se faz ne- cessária uma manutenção. Como exemplo, podemos citar os revestimentos auto regenerativas que são capazes de respondem a uma agressão mecânica que causa a ruptura do revestimento e este res- ponde regenerando o local da fissura por conter em sua composição mi- crocápsulas que liberam agentes reparadores, voltando o revestimento a uma condição próxima do original. Este tipo de tecnologia está bastante difundida em áreas específicas de equipamentos industriais e aeroespa- cial”, conta Salasar.

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