Wana Química

Confraternização e entrega do Prêmio Abrafati de Ciência em Tintas acontecem em São Paulo

07/12/2018 - 09:12

A Associação Brasileira de Fabricantes de Tintas realizou o seu tradicional jantar de confraternização e entrega dos troféus aos vencedores da 19ª edição do Prêmio Abrafati de Ciência em Tintas, no dia 4 de dezembro, no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo.

Na abertura do evento, Antonio Carlos de Oliveira, presidente-executivo da Abrafati, falou da importância de reforçar os laços com toda a cadeia, que são fundamentais para conseguir construir uma indústria de tintas cada vez mais forte, inovadora e sustentável. “Ao mencionar isso, estou intencionalmente colocando em evidência um dos aspectos que consideramos essenciais para a evolução que desejamos, ou seja, o bom relacionamento, a interação, colaboração entre os diversos players da nossa cadeia de produção e distribuição. É esse o sentido da confraternização que queremos imprimir nesse jantar e a todos os eventos que promovemos”, declarou Oliveira.

Na mesma noite, Freddy Carrillo, presidente do Conselho Diretivo da Abrafati, falou sobre o cenário do setor em 2018 e dos desafios e aspectos positivos de 2019. Agradeceu também a presença dos principais protagonistas do setor de tintas representados pelos fornecedores e indústrias. “O ano de 2018 foi desafiador. Começamos o ano com uma expectativa do PIB por volta de 3%, e o nosso setor com um crescimento de até 1 ponto percentual acima do PIB. Mas a realidade no Brasil foi de um PIB bem inferior a essa previsão, ou seja, chegará apenas a 1,32%, e o nosso mercado também apresentará um crescimento próximo do nível do PIB.”

Carrillo também falou sobre o desempenho de cada um dos setores de tintas em 2018. Falando de tintas imobiliárias, as vendas foram mais fortes no segundo semestre, pouco acima do nível de 2017, e a previsão de crescimento é de 0,5%. Ele ressaltou ainda que houve influência positiva do PSQ - Programa Setorial da Qualidade, com investimentos dos fabricantes em diferenciação e maior nível de qualidade e valor agregado. E também o setor da construção de novos imóveis apresentou crescimento e vendas em ritmo superior, que terá impacto no setor em 2019/2020. Já no setor de tintas automotivas, a previsão de crescimento é de 11% (Anfavea); e o de tintas para repintura automotiva é de 6%. No setor de tintas para indústria, a expectativa de crescimento é de 5%.

Para 2019, Carrillo ressaltou os desafios que o país enfrentará. “Teremos um cenário melhor, mas sem otimismo exagerado, com previsão para o PIB de 2,5%; situação fiscal crítica do país - investimento do governo é limitado e a Reforma da Previdência é prioridade; menor dotação orçamentária para Minha Casa Minha Vida desde a sua criação: 4,6 bi em 2019 (5,2 bi em 2018); concessões, privatizações e investimento privado estão no foco do governo, mas é preciso viabilizar. Quanto aos aspectos positivos, a previsão de crescimento para a indústria de tintas é de 2,5% a 3,5%.”

Durante o jantar houve a apresentação do novo troféu do Prêmio Abrafati, que foi criado pela artista plástica, Francisca Junqueira, e entregue aos três vencedores do 19º Prêmio Abrafati de Ciência em Tintas.

Premiação

A 19ª edição do Prêmio Abrafati de Ciência em Tintas recebeu um conjunto significativo de estudos muito relevantes do ponto de vista técnico, elaborados por especialistas da indústria e do meio acadêmico, com abordagens e temáticas inovadoras. Os trabalhos revelaram a preocupação em buscar soluções que envolvam utilização de novos materiais, obtenção de melhorias ambientais, aprimoramentos no desempenho das tintas, incorporação de novas propriedades e redução de custos de produção.

A avaliação foi feita pela Comissão Julgadora do Prêmio, formada por profissionais muito conceituados da cadeia de tintas. Os trabalhos recebidos caracterizam-se pela qualidade do conteúdo e diversidade temática, com forte participação de pesquisadores ligados a universidades. Além de mostrar que o Brasil produz muito conhecimento e pesquisa relacionados às tintas, o interesse mostrado pelo meio acadêmico reafirma a crescente - e necessária - interação entre a comunidade científica e as indústrias do setor, que traz importante contribuição para o avanço tecnológico.

O primeiro lugar deste ano foi para Angelita Cristiane Saul, que contou com o orientador João Henrique dos Santos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Seu trabalho teve como tema: “Obtenção de microcápsulas aplicadas a smart coatings de proteção anticorrosiva”. Já o segundo lugar quem levou foi Itamar Antonio Rodrigues, com o orientador Fauze Jacó Anaissi, da Universidade Estadual do Centro-Oeste, sob o tema “Argilominerais saturados com íons FE3+ aplicados na remoção de corantes e seu reuso como pigmentos de tinta incolor”.

O terceiro lugar ficou com Manuel Julimar Lopes, da Lopes Química, com o tema “Novo ajuste de cura para resinas epóxi, com propriedades de aditivo antibolha, composto por 80% de materiais ecologicamente corretos e de fonte renovável”.

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