Wana Química

PPG anuncia resultados financeiros do primeiro trimestre de 2019

09/05/2019 - 13:05

A PPG acaba de anunciar os resultados do primeiro trimestre do ano. Segundo o documento, as vendas líquidas do período atingiram cerca de US$ 3,6 bilhões, uma queda de aproximadamente 4% em relação ao ano anterior. As vendas líquidas ficaram estáveis em relação ao ano anterior, com o auxílio de preços de vendas com aumento de 2,6%. No acumulado, o volume de vendas caiu aproximadamente 3 % em relação ao ano anterior. O câmbio desfavorável impactou as vendas líquidas em mais de 4%, cerca de US$ 165 milhões, e as vendas relacionadas a aquisições, após dedução dos desinvestimentos, adicionaram menos que 1% ao crescimento de vendas.

No período, o lucro líquido das operações continuadas foi de US$ 312 milhões, ou US$ 1,31 por ação diluída, e o lucro líquido ajustado de operações contínuas foi de US$ 330 milhões, ou US$ 1,38 por ação diluída. O lucro líquido reportado do primeiro trimestre de 2018 de operações contínuas foi de US$ 328 milhões, ou US$ 1,31 por ação diluída. Já o lucro líquido ajustado de operações contínuas foi de US$ 357 milhões, ou US$ 1,42 por ação diluída. Para o primeiro trimestre de 2019, a alíquota vigente reportada e ajustada foi de cerca de 24%, resultado maior que a do primeiro trimestre de 2018, que foi de aproximadamente 21%. As conciliações dos valores reportados para os números ajustados estão incluídas abaixo.

“As margens operacionais do primeiro trimestre foram maiores do que o ano anterior, apesar de um ambiente macroeconômico global desafiador e das quedas da demanda industrial em determinados mercados. Alcançamos maiores margens através de iniciativas de preço de venda contínuas. Isto marca o oitavo trimestre consecutivo com preço sequencial melhorado”, disse Michael H. McGarry, presidente e CEO da PPG. “Continuamos a vivenciar a inflação de custos em matéria-prima, logística e salários, e temos iniciativas adicionais em progresso para compensar os impactos cumulativos deste ciclo inflacionário.

“Durante o primeiro trimestre, alcançamos um forte crescimento do volume de vendas com porcentagem de dois dígitos em nossas atividades de revestimentos aeroespaciais, de proteção e marinhos. No entanto, nosso volume de vendas agregados foi menor devido a menor demanda da indústria em revestimentos automotivo OEM e em determinados segmentos de revestimentos industriais em geral. Além disso, nosso foco na recuperação de margem resultou em passarmos alguns níveis modestos de negócios durante o trimestre.

“Estamos felizes em dar as boas-vindas à SEM, Whitford e Hemmelrath por sua entrada na família PPG, tendo agora concluído todas as três aquisições recentemente anunciadas. Nosso pipeline de aquisições permanece ativo e continuamos a concentrar o uso de nosso caixa na maximização do valor de longo prazo para os acionistas”, disse McGarry.

“Conforme olhamos para o segundo trimestre, em comparação ao ano anterior, esperamos que a demanda da indústria em diversos de nossos mercados continue mista, mas antecipamos a melhoria gradativa que ocorreu no primeiro trimestre deste ano. Continuaremos a gerenciar de forma agressiva nossa estrutura de custo, trabalharemos para assegurar o preço adicional para refletir o valor dos produtos que vendemos, e integraremos nossas recentes aquisições. Atualmente esperamos que os lucros diluídos por ação do segundo trimestre estejam na faixa de US$ 1,76 a US$ 1,86, incluindo os impactos cambiais desfavoráveis semelhantes aos obtidos no primeiro trimestre”, acrescentou McGarry.

“De forma mais ampla, continuamos otimistas de que a atividade econômica melhorará no segundo semestre do ano, especialmente na China. Continuaremos a monitorar o ambiente macro e estar preparados para implementar mais iniciativas de economia de custos, se necessário. Ainda estamos almejando um crescimento nas vendas para o ano de 3% a 5% e crescimento do lucro por ação de 7% a 10%, ambos excluindo os impactos cambiais”, concluiu McGarry.

Relatório do Primeiro Trimestre de 2019

•          As vendas líquidas no primeiro trimestre do segmento de Revestimentos de Performance foram de US$ 2,1 bilhões, uma redução de US$ 52 milhões, ou quase 2%, em relação ao ano anterior. As vendas em moeda constante aumentaram em aproximadamente 2%, impulsionadas por preços de venda mais altos. As vendas relacionadas a aquisições foram de aproximadamente US$ 15 milhões, especialmente a aquisição da SEM, fabricante de produtos de repintura automotiva. Os volumes do segmento foram inferiores em cerca de 2%, incluindo as mudanças no varejo nacional do tipo “faça você mesmo” (DIY), que reduziram as vendas do segmento em mais de 2%, ou cerca de US $ 60 milhões em relação ao ano anterior. A conversão desfavorável em moeda estrangeira reduziu as vendas líquidas em cerca de US $ 85 milhões, ou quase 4%.

O volume de vendas líquidas de revestimentos aeroespaciais cresceram mais de 10% pelo quarto trimestre consecutivo, apoiado pelo crescimento em todas as principais plataformas de tecnologia e superando a forte demanda do setor. Os resultados de vendas orgânicas para revestimentos de repintura automotiva foram modestamente menores, uma vez que a baixa demanda industrial na Europa foi parcialmente compensada pelo sólido crescimento em regiões emergentes. O volume agregado de vendas no negócio de revestimentos protetores e marítimos aumentou cerca de 10%, com contribuições positivas de ambos os segmentos. As vendas orgânicas anuais em revestimentos arquitetônicos - Américas e Ásia-Pacífico diminuíram uma porcentagem alta de um único dígito, com diferenças por canal e região.

•          As vendas líquidas do primeiro trimestre do segmento de Revestimentos Industriais foram de cerca de US$ 1,5 bilhão, uma queda de US$ 105 milhões, ou 6%, em relação ao período do ano anterior. Os preços de venda mais altos em mais de 2% compensaram parcialmente os volumes de vendas mais baixos, de cerca de 5%. As vendas relacionadas a aquisições foram de aproximadamente US$ 15 milhões, impulsionadas pela aquisição da Whitford, que foi finalizada em março. O câmbio desfavorável reduziu as vendas em cerca de US$ 80 milhões, ou aproximadamente 5%, em relação ao ano anterior.

O volume de vendas de revestimentos de fabricantes de equipamentos originais (OEM) diminuiu cerca de 10% ano a ano, consistente com as menores taxas de produção da indústria automotiva global e impulsionado pela redução pronunciada na demanda da China. Os preços de venda para este segmento foram maiores em cada grande região e foram comparáveis à média da empresa. Para o segmento de revestimentos industriais, os volumes de venda reduziram em comparação ao ano anterior, principalmente devido à menor demanda de produção industrial na maioria das regiões.

O lucro do segmento no primeiro trimestre foi de US$ 218 milhões, uma queda de US$ 21 milhões, ou cerca de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior, incluindo os impactos desfavoráveis de câmbio de cerca de US$ 10 milhões. O lucro do segmento sofreu impacto pela contínua inflação de custos de matérias-primas e logística e pelos menores volumes de venda relacionados à atividade industrial global inferior, parcialmente compensados pela melhoria dos preços de venda e pelo gerenciamento agressivo sobre os custos.

Todos os segmentos da empresa continuam sendo gerenciados de forma agressiva e executadas as iniciativas de restruturação anteriormente anunciadas. As ações de restruturação geraram aproximadamente US$ 20 milhões de economia de custo no primeiro trimestre, em linha com as metas da empresa. Da mesma forma, as despesas societárias e de legado, combinadas no primeiro trimestre, foram de aproximadamente US$ 50 milhões e têm expectativa de estar entre US$ 45 e US$ 50 milhões no segundo trimestre.

A empresa continua a trabalhar na revisão estratégica anteriormente comunicada de sua carteira de negócios e continua compromissada até a finalização da revisão no fim do segundo trimestre de 2019.

  Mais notícias