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PPG desenvolve transparência com proteção UVA e UVB para janelas de aviões

09/05/2019 - 14:05

Solução, que deve ser comercializada até 2020, foi criada para combater exposição da tripulação aos raios solares

De acordo com The National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH), agência federal dos Estados Unidos responsável por pesquisas e recomendações de prevenção contra lesões e doenças relacionadas ao trabalho, quem atua na aviação está mais propenso a ser diagnosticado com melanoma e outros tipos de câncer de pele. Isso porque a equipe é exposta diretamente aos raios UVA e UVB, provenientes do sol.

Para melhorar a proteção contra a radiação, engenheiros e químicos da divisão aeroespacial da PPG, que desenvolvem tintas e revestimentos para diferentes aplicações, estão trabalhando para aprimorar transparências para janelas e para-brisa capazes de preservar ainda mais a tripulação e os passageiros.

“Bloqueadores ou absorvedores de UVA, UVB ou UVC já são utilizados em larga escala por diferentes indústrias. No caso da aeroespacial, os bloqueadores são utilizados em tintas e polímeros plásticos que possam sofrer degradação pela ação dos raios UV, responsáveis por amarelar substratos e afetar pigmentos orgânicos com o passar do tempo”, explica Richard Hasselbach, diretor geral de revestimentos aeroespaciais da PPG na América do Sul.

A fabricação do para-brisa de uma aeronave, por exemplo, utiliza camadas de vidro, policarbonato e acrílico, entre outros componentes. Vários desses materiais sofrem degradação por causa da radiação solar. Assim, com o objetivo de melhorar o combate aos raios solares e seus efeitos nocivos para a saúde humana, a PPG está desenvolvendo a nova transparência, que se encontra em fase de testes nos Estados Unidos.

“A nova tecnologia proporcionará mais conforto, proteção e segurança à tripulação e aos passageiros”, explica Hasselbach. “A PPG investe continuamente em tecnologias inovadoras em vários segmentos, como tintas, selantes e transparências, visando melhorias de redução no ciclo de produção e no tempo de manutenção, como é o caso das aeronaves”, conta o executivo.

Nos próximos anos, a novidade pode estender-se aos automóveis. “Os veículos devem seguir uma tendência de redução de peso. Dessa forma, haverá a propensão para o desenvolvimento de tecnologia de metais de liga leve, como o alumínio, e a substituição do vidro por outros materiais, como a transparência em questão”, diz Hasselbach. “Buscamos continuamente criar novas tecnologias e inovações que possam impactar positivamente o bem-estar das pessoas, seja na saúde, segurança, mobilidade, entre outros âmbitos”, comenta o executivo.

Após a fase de testes, a previsão é que a nova transparência seja validada e comercializada até 2020.

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