Evonik inicia o ano com desempenho robusto

02/06/2020 - 14:06

A Evonik começou bem o novo ano, apesar do desaquecimento econômico causado pela pandemia do coronavírus. Em especial, os dois segmentos de crescimento Resource Efficiency e Nutrition & Care mantiveram seu curso em um ambiente desafiador. As vendas da empresa recuaram 1% para 3,24 bilhões de euros no primeiro trimestre, na comparação com o ano anterior. As receitas ajustadas antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) caíram 5% para 513 milhões de euros.

“Implementamos medidas a tempo e de maneira consistente a fim de proteger da melhor forma possível a saúde dos nossos colaboradores e, ao mesmo tempo, manter as operações”, disse Christian Kullmann, presidente da diretoria executiva. “A Evonik é sinônimo de estabilidade mesmo em tempos difíceis. Estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance para assegurar um fornecimento confiável aos nossos clientes”.

Embora a Evonik esteja enfrentando dificuldades de logística e produção, a rede global da empresa agora se mostra especialmente valiosa. As cadeias de fornecimento estão intactas e praticamente não há restrições de produção no mundo inteiro, exceto por algumas paralisações determinadas pelo governo em parques industriais menores. 

Em todos os locais são adotados rígidos padrões de higiene.  Sempre que possível no caso de funções administrativas, a Evonik foi ágil em criar condições para permitir que os colaboradores trabalhassem de casa, aplicando os modelos existentes de horário de trabalho flexível. Um comitê diretivo interno tem monitorado atentamente essa situação dinâmica para permitir que a empresa reaja com rapidez no caso de novos desdobramentos. Mas a Evonik também dispõe de liquidez e linhas de crédito compromissadas não usadas.

“Nossos esforços dos últimos anos de cortar custos e aumentar a eficiência na empresa agora estão surtindo efeito”, disse Ute Wolf, CFO. “Temos um balanço patrimonial robusto e boa folga de liquidez”.

A redução dos volumes e dos preços de venda foram responsáveis pela queda do EBITDA ajustado no primeiro trimestre. O segmento Performance Materials foi afetado ainda pela baixa demanda e a desvalorização dos estoques em decorrência da forte redução do preço do petróleo. Em consequência, a margem EBITDA ajustada baixou de 16,4% para 15,8%.

A receita líquida ajustada recuou 27% para 181 milhões de euros, com queda do lucro ajustado por ação de 0,53 para 0,39 euro. A empresa gerou um fluxo de caixa livre significativamente positivo de 113 milhões de euros no primeiro trimestre. Na comparação com o mesmo trimestre ao ano passado, houve uma redução de 46 milhões de euros, basicamente em virtude de maiores encargos fiscais. 

Os efeitos da pandemia do coronavírus sobre as vendas e as receitas da Evonik no primeiro trimestre foram moderados. Hoje já vemos com maior clareza qual será a extensão dos danos da pandemia sobre a economia global. No início do ano, ainda não era possível ter essa perspectiva. 

Diante desse cenário, a Evonik está ajustando a sua previsão para o exercício de 2020. A empresa agora espera vendas entre 11,5 e 13,0 bilhões de euros e um EBITDA ajustado entre 1,7 e 2,1 bilhões de euros. Anteriormente, a Evonik havia projetado vendas estáveis de cerca de 13,1 bilhões de euros e um EBITDA ajustado entre 2,1 a 2,3 bilhões de euros.

A diretoria executiva mantém o seu propósito de pagar dividendos de 1,15 euro por ação para o ano financeiro de 2019. O valor de 0,57 euro por ação será pago em 2 de junho de 2020 a título de adiantamento sobre o lucro líquido. Em 3 de setembro de 2020, será pago o restante de 0,58 euro por ação, dependendo de resolução correspondente a ser tomada na reunião anual dos acionistas em 31 de agosto de 2020.

Desenvolvimento nos Segmentos

Resource Efficiency: Com vendas de 1,44 bilhão de euros no primeiro trimestre de 2020, o segmento alcançou o nível do ano anterior. O segmento se beneficiou da primeira consolidação da PeroxyChem, fabricante de peróxido de hidrogênio e ácido peracético dos EUA, adquirida no início de fevereiro. Os produtos com oxigênio ativo avançaram bem, de modo geral, tanto para aplicações clássicas quanto para especialidades, como, por exemplo, desinfetantes. A linha de crosslinkers também apresentou um bom avanço. O desaquecimento da economia na Ásia e a redução da demanda dos setores automotivo e de revestimentos em razão da pandemia afetou o desenvolvimento dos negócios individuais. Em especial, aditivos para revestimento, sílica para a indústria de pneus e polímeros de alta performance registraram vendas ligeiramente mais baixas. O EBITDA ajustado no segmento Resource Efficiency cresceu 4% para 344 milhões de euros.

Nutrition & Care: As vendas caíram 1% para 1,13 bilhão de euros no primeiro trimestre. A linha de aminoácidos essenciais para nutrição animal registrou uma demanda significativamente mais alta e conseguiu aumentar suas vendas e manter os preços praticamente estáveis. O negócio de Health Care também se desenvolveu bem em produtos farmacêuticos e ingredientes alimentícios. As vendas do negócio Baby Care, por outro lado, ficaram significativamente mais baixas, afetadas pelo acirramento da concorrência no setor de superabsorventes. O EBITDA ajustado caiu 3% para 174 milhões de euros.

Performance Materials: As vendas do segmento Performance Materials recuaram 9% para 472 milhões de euros no primeiro trimestre. As vendas da linha de negócios Performance Intermediates caíram em função da fraca demanda, especialmente nas indústrias automotiva e do petróleo. O negócio também foi impactado pela queda maciça do preço do petróleo. Os alcoolatos da linha Functional Solutions registraram um desempenho bastante satisfatório. O EBITDA ajustado do segmento recuou 57% para 23 milhões de euros em decorrência da forte redução do preço do petróleo.

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