Executivos debatem sobre as lições do Atuação Responsável no combate à Covid-19

03/11/2020 - 16:11

A Abiquim realizou a live “As lições do Atuação Responsável no enfrentamento à Covid-19”, dentro da programação de lives “Química em Pauta”. O debate, realizado no dia 23 de outubro, teve a participação do diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem e vice-coordenador do Comitê para o Desenvolvimento Sustentável da Abiquim, Jorge Soto; do diretor geral da Croda para América Latina, membro do Conselho Diretor da Abiquim, coordenador da Comissão de Gestão do Atuação Responsável e do Comitê para o Desenvolvimento Sustentável da Associação, Marco Carmini; e do relações institucionais da Ceslog, do Grupo Cesari, e membro das Comissões Temáticas de Parceiros do Atuação Responsável e Consultiva do SASSMAQ, Sérgio Sukadolnick. A moderação foi feita pelo presidente-executivo da Abiquim, Ciro Marino; e pela gerente de Comunicação da Associação, Camila Matos.

O diretor geral da Croda para América Latina, membro do Conselho Diretor da Abiquim e coordenador da Comissão de Gestão do Atuação Responsável da Associação, Marco Carmini, explicou que o Programa Atuação Responsável é uma ação voluntária do setor, que sempre buscou transparência e diálogo com as partes interessadas. Carmini afirmou que o Programa possui 33 indicadores das sócias efetivas e 20 das sócias colaboradoras, “incluindo indicadores de Diálogo com a Comunidade, que não são exigidos pelo International Council of Chemical Associations (ICCA), gestora global do programa”.

Segundo Carmini, o Programa Atuação Responsável é atualmente uma forma de gestão extremamente moderna. “As empresas que adotaram o Programa ou estão em processo de adoção reagiram rapidamente à situação de pandemia desenvolvendo planos de gestão estruturados para a crise, priorizando a saúde dos funcionários, a segurança das operações e instalações, para que a química pudesse operar e fornecer bens essenciais a seus clientes”.

O executivo ainda apresentou dados que mostram a evolução da segurança e de sustentabilidade geradas pela adoção do Programa. “De 2006 a 2019, a frequência de acidentes dos trabalhadores com afastamento por milhão de horas trabalhadas caiu 64%. No mesmo período ocorreu a redução de 68% na frequência de acidentes sem afastamento e de 75% no número de acidentes por 10 mil viagens. No ano passado 72% dos resíduos perigosos foram reaproveitados”.

O diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem e vice-coordenador do Comitê para o Desenvolvimento Sustentável da Abiquim, Jorge Soto, afirmou que o Programa Atuação Responsável é adotado em cerca de 70 países e mais de 580 empresas. Segundo o executivo, o Programa possibilita às empresas focar na melhoria de sua operação e dessa forma contribuir para o crescimento econômico e desenvolvimento tecnológico. “O Programa dá o drive para o setor apoiar a sociedade. Somos uma indústria essencial e fazendo o que nos comprometemos com o Atuação Responsável® podemos entregar nossa contribuição para o desenvolvimento sustentável”.

Para Soto será impossível ter uma sociedade carbono neutra usando as mesmas soluções e o Programa faz com que as empresas busquem soluções e desenvolvam novos processos que geram melhores impactos. “O mundo precisa de mais inovação da maneira que sempre fizemos não dá para imaginar um futuro que seja sustentável para todos. É necessário inovação e a indústria química é uma grande fonte de inovação com desafios focados às necessidades da sociedade”.

O relações institucionais da Ceslog, Grupo Cesari, Sérgio Sukadolnick, lembrou que a experiência com o Programa Atuação Responsável ajudou no desenvolvimento de normas para o carregamento e o descarregamento de produtos durante a pandemia de Covid-19, reduzindo a exposição dos motoristas e profissionais de logística. Sukadolnick ressaltou que o Programa Atuação Responsável influenciou a criação de outros programas, também de gestão muito robustos, como o SASSMAQ módulos Rodoviário, Estação de Limpeza (EL) e Terminal de Contêiner, bem como o de comportamento Olho Vivo na Estrada e até na implantação no Brasil do Awereness and Preparedness for Emergencies at Local Level (APELL).

“O SASSMAQ e o Olho Vivo na Estrada contribuíram significativamente para a redução dos acidentes nas rodovias. O SASSMAQ melhorou a gestão dos produtos químicos fora das indústrias, em toda a cadeia logística, no transporte e em seu armazenamento, e fez com que as empresas de transporte elevassem o seu patamar aos níveis da indústria. Já o Olho Vivo na Estrada, que pode agora ser feito por educação à distância, mudou o comportamento dos motoristas, contribuindo para reduzir os acidentes, pois observando o que os outros condutores fazem errado os profissionais passam a ter um comportamento mais seguro nas estradas”.

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