Abrafati integra a Delegação Oficial Brasileira na conferência da ONU e apresentará o Programa Setorial de Sustentabilidade, iniciativa que estimula a adoção das melhores práticas e impulsiona a descarbonização do setor
A Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) é uma das poucas entidades de classe convidadas a integrar a Delegação Oficial Brasileira da COP30, em Belém (PA). A participação marca os avanços significativos na agenda de sustentabilidade da indústria de tintas e reconhece o setor como um case de sucesso no processo de transição para uma economia de baixo carbono.
Durante a conferência, a Abrafati participou de painéis paralelos, na Green Zone, para apresentar o Programa Setorial de Sustentabilidade (PSS), que orienta empresas da cadeia produtiva rumo a práticas mais eficientes e transparentes. Essa iniciativa inovadora avalia 44 indicadores de desempenho ambiental, social e de governança e conta, atualmente, com a participação de 35 fabricantes de tintas do país. Adicionalmente à avaliação, o PSS estabelece metas claras para o setor, como a redução de 25% das emissões de gases de efeito estufa (Escopos 1 e 2) até 2030, com base no inventário de 2024.
“Essa é a segunda COP da qual participamos. Fomos para entender tendências e oportunidades, ao mesmo tempo em que buscamos mostrar aquilo que já fazemos e o que estabelecemos como metas para o setor de tintas. Além disso, é um espaço privilegiado para fortalecer a percepção sobre o papel fundamental desempenhado pelas tintas para a sustentabilidade, ao proteger e aumentar a vida útil de objetos, veículos, imóveis e as mais variadas infraestruturas”, destaca Luiz Cornacchioni, presidente-executivo da Abrafati. “O Programa Setorial de Sustentabilidade traduz o nosso esforço em impulsionar o setor na direção da melhoria contínua em ESG, com transparência em resultados e metas concretas. É essa experiência, que vem posicionando a indústria de tintas brasileira como referência para outros setores, que queremos compartilhar em Belém”, acrescenta.
Um dos pontos altos da agenda foi o painel “Programa Setorial de Sustentabilidade: transformando a indústria de tintas rumo à economia de baixo carbono”, que aconteceu no dia 14/11, no Pavilhão do Conselho Federal de Química (Green Zone). A discussão reuniu empresas estratégicas da cadeia de tintas para compartilhar experiências em descarbonização, inovação em processos e governança colaborativa. Além de Luiz Cornacchioni, que apresentou as diretrizes do Programa Setorial de Sustentabilidade, e os primeiros resultados do plano de descarbonização, o debate contou com Marizeth Carvalho, gerente geral da PPG América Latina, Matias Campodonico, CEO da Dow para a América Latina, e foi moderado por Lúcio Vicente, do Instituto Akatu, que colaborou na criação da metodologia de mensuração dos indicadores setoriais.
Outro destaque foi a participação de Luiz Cornacchioni na mesa-redonda “Innovation in Action - Unlocking Value from Decarbonization with Market”, promovida pela Dow e pelo BCG (Boston Consulting Group), no dia 13/11, no Pavilhão da IETA na Blue Zone, tendo Cornelius Pieper, Diretor do BCG, como mediador e Andre Argenton, Chief Sustainability Officer da Dow, e Edward Stones, vice-presidente de Energia e Clima da Dow, como painelistas.
A entidade também destacou o impacto social e ambiental da Economia Circular. Dois painéis, ambos no pavilhão da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), abordaram resultados de programas intersetoriais de logística reversa e valorização de resíduos. O primeiro teve como tema “Emissões evitadas pela Logística Reversa”, com dados do Programa Mãos pro Futuro, liderado pela Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), do qual a Abrafati participa. Esse painel, com a participação de Cindy Moreira, gerente de Sustentabilidade da Abrafati, mostrou de que forma a destinação correta de embalagens pós-consumo reduz emissões de gases de efeito estufa, além de gerar renda para cooperativas de catadores. Apenas em 2024, foram recuperadas mais de 200 mil toneladas de embalagens.
O segundo painel discutiu “Economia Circular e Valorização de Resíduos”, participação de Cindy Moreira, da Abrafati, Thaís Fagury, presidente da Abeaço (Associação Brasileira da Embalagem de Aço) e coordenadora do programa Prolata, e Fábio Brasiliano, diretor na Abihpec e coordenador do programa Mãos pro Futuro, que debateram soluções para os resíduos sólidos, incluindo o seu reaproveitamento.
“Economia circular é um tema central para a indústria de tintas em âmbito global. Por isso, precisamos entender os caminhos, discutir e compartilhar as melhores soluções”, afirma Luiz Cornacchioni, presidente-executivo da Abrafati.
O setor de tintas na promoção da sustentabilidade
A Abrafati representa fabricantes responsáveis por mais de 80% da produção nacional de tintas e há quatro décadas atua para impulsionar o crescimento e o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva. Com uma produção anual de quase 2 bilhões de litros e faturamento em torno de R$40 bilhões, o setor ocupa posição estratégica na transição climática de cadeias como a construção civil e o varejo.
O Programa Setorial de Sustentabilidade funciona como um roteiro coletivo para esse processo evolutivo, disseminando as melhores práticas e traçando metas ambiciosas, como a de que, até 2030, todas as empresas associadas atinjam o nível avançado no seu Sistema de Avaliação de Sustentabilidade.




