No mercado imobiliário, cada detalhe conta na hora de fechar negócio - e a cor pode ser um fator decisivo para acelerar ou travar uma venda. As paredes, por ocuparem a maior área do ambiente e estarem no campo de visão principal, são responsáveis pela primeira impressão de quem visita um imóvel. Pintura bem-feita e com determinadas cores transmitem organização e valorizam o espaço aos olhos do comprador, mesmo que de forma inconsciente.
Nos lançamentos e reformas, essa percepção tem ganhado força. Arquitetos e incorporadoras passaram a olhar para a escolha da paleta cromática como parte da estratégia de valorização de imóveis, incorporando tonalidades que dialogam com diferentes estilos de vida e perfis de público comprador.
A arquiteta e parceira da Suvinil, Natalia Salla, explica como uma orientação bem realizada, com escolhas inteligentes de cores têm o poder de transformar a percepção de valor de um imóvel e até encurtar o tempo de negociação. "Cores claras como branco, off white e cinza transmitem amplitude; tons quentes como Telhado geram aconchego; verdes e azuis, como Semente de Cardamomo e Sossego Noturno trazem frescor e tranquilidade, enquanto neutros sofisticados como Marrom Luxo ou Cimento conferem modernidade".
Para Sylvia Gracia, gerente de Marketing - Cor e Conteúdo da Suvinil, as cores têm um papel decisivo que vai muito além da estética. "A cor transforma a forma como nos relacionamos com os espaços, desperta memórias, cria vínculos afetivos e influencia diretamente nossa percepção de valor. No mercado imobiliário, isso significa que a escolha da paleta não apenas embeleza, mas também encurta o caminho até a decisão de compra. É um recurso estratégico para acelerar vendas, ao mesmo tempo em que entrega acolhimento e bem-estar para quem vai morar ali", afirma.
Nos grandes centros urbanos, onde os lançamentos imobiliários priorizam unidades cada vez mais compactas, as cores assumem papel ainda mais estratégico. Segundo o Índice FipeZap, os imóveis de um dormitório foram os que mais se valorizaram em 2024. Esses indicadores não apenas sustentam a ideia de que as cores claras - como branco, gelo e off white - ampliam visualmente os ambientes, mas também enfatizam como os tons naturais e suaves ajudam a transmitir sensação de amplitude e conexão com o bem-estar, atributos altamente valorizados tanto em unidades compactas quanto em grandes centros urbanos densos. Elas ampliam a luminosidade natural e criam a sensação de ambientes mais espaçosos, atributo que se traduz em valorização de mercado. "Em projetos recentes, incorporadoras têm recorrido a essas tonalidades como ferramenta de diferenciação, transformando unidades compactas em espaços mais convidativos e funcionais", explica Natália.
Ao mesmo tempo, cores que remetem à natureza, como verdes, azuis e terrosos, trazem o equilíbrio necessário para quem vive nas metrópoles. Além de reforçar o bem-estar, esses tons conectam o comprador a uma ideia de qualidade de vida, transmitindo sensações de acolhimento e frescor.
A preferência também varia conforme o perfil do comprador e região. Investidores tendem a apostar em paletas neutras e atemporais para agradar a mais pessoas, enquanto públicos mais jovens se conectam a cores vivas e contrastes. Em cidades de praia, por exemplo, verdes e azuis reforçam a relação com a natureza e aumentam o desejo de compra.
"Além de acessível e rápida, a pintura é uma das formas mais estratégicas de repaginar imóveis à venda. Intervenções em paredes, tetos, portas e até móveis ou azulejos renovam o espaço e ampliam o potencial de valorização", finaliza Natália Salla.



